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OMS: falta de atividade física no top dos principais riscos de morte

A inatividade física é um fator de risco significativo para as doenças não transmissíveis. Globalmente, 23% dos adultos e 81% dos adolescentes não são suficientemente ativos revela a Organização Mundial de Saúde. Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Atividade Física, a 6 dia abril, conheça a importância da atividade física para o seu bem-estar e saúde.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) começa por definir atividade física como qualquer movimento produzido pelo corpo humano que despenda energia, incluindo atividades levadas a cabo quando se trabalha, procede a tarefas domésticas, brinca, viaja  ou outras atividades recreativas. O termo ‘atividade física’ não deve ser confundido com exercício, alerta a OMS, que é uma subcategoria da atividade física e é planeado, estruturado, repetitivo e visa melhorar ou manter a condição física. Mas ambos ajudam a promover a saúde.

 

Ainda assim, 23% dos adultos e 81% dos adolescentes não são suficientemente ativos, sendo a falta e atividade física um dos principais riscos de morte, estando associada a problemas cardiovasculares, cancro, obesidade, problemas ósseos e diabetes. Números estes que a OMS quer reduzir em 10% até 2025.

 

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Em Portugal, a inatividade física é responsável por 14% da mortalidade e por algumas doenças como os cancros colorretais e da mama, diabetes tipo II e problemas coronários, estima a Direção-Geral de Saúde (DGS). Os números que revelam falta de atividade física em Portugal preocupam, uma vez que, segundo os dados do Eurobarómetro de 2014, 72% dos adultos portugueses ‘nunca’ ou ‘raramente’ faziam exercício ou desporto e apenas 23% cumpriam as recomendações da OMS. Além disso, o Inquérito Nacional da Saúde de 2014 revelou que apenas 20% dos inquiridos com mais de 15 anos praticava exercício físico, pelo menos, três vezes por semana.

 

«Fazer exercício é indiscutivelmente essencial. O nosso design anatómico e toda a nossa fisiologia estão preparados para o movimento, para a contração muscular. Nada substitui a contração muscular. Nenhuma pílula milagrosa que exista ou esteja para vir. Não virá. É um assunto incontornável», comenta a fisiologista Teresa Manafaia.

 

Segundo revela a OMS, crianças e adolescentes de 5 a 17 anos devem fazer pelo menos 60 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa diariamente. Por sua vez, adultos dos 18 aos 64 anos devem fazer pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana, ou fazer pelo menos 75 minutos de intensidade vigorosa ao longo da semana, ou uma combinação equivalente de atividade de intensidade moderada e vigorosa.

 

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Por último, os adultos com 65 ou mais devem fazer, no mínimo, 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana, ou pelo menos 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa ao longo da semana, ou uma combinação equivalente de atividade de intensidade moderada e intensa.

 

«A atividade física regular de intensidade moderada, como caminhar, andar de bicicleta ou praticar desportos, tem benefícios significativos para a saúde. Em todas as idades (….) alguma atividade física é melhor do que não fazer nenhuma. Ao se tornar mais ativo ao longo do dia em formas relativamente simples, as pessoas podem facilmente atingir os níveis de atividade recomendada», revela a OMS.

 

Veja agora, na galeria acima, 10 factos relacionados com a atividade física revelados pela OMS.

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