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Falar com bebés é melhor do que ler

Ouvir os pais falar favorece o desenvolvimento cognitivo dos bebés, segundo um estudo levado a cabo na Irlanda

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Um estudo publicado no jornal “Language Teaching and Therapy” (Ensino e Terapia de Linguagem) afirma que o desenvolvimento cognitivo dos bebés é favorecido pela audição da voz contínua dos pais em conversa, ainda mais do que a leitura.

Aisling Murray, do Instituto de Pesquisa Económica e Social da Irlanda, foi a responsável pela pesquisa, que inicialmente se propunha a investigar a importância da leitura e se ler para crianças ajudava a desenvolver mais os indicadores cognitivos das crianças, em relação a outras interações entre pais e criança, como simplesmente falar. Murray explicou em declarações à revista “New York Magazine” que, no início do estudo, esperava que a leitura tivesse os melhores resultados para o desenvolvimento cognitivo, o que não veio a verificar-se.

A investigadora usou informação de um estudo da associação “Growing Up”, que tinha uma amostra de 7845 bebés de nove meses. Ao estudar os dados recolhidos, Murray descobriu que os bebés cujos pais disseram que falavam constantemente com eles enquanto faziam coisas pela casa, tiveram melhores resultados num teste que pretendeu medir a capacidade do bebé resolver problemas e as suas capacidades de comunicação. Ler para o bebé também mostrou ter os mesmos resultados, mas não de forma tão elevada.

“Falar diretamente com os bebés provavelmente encoraja-os a tentar responder e a focarem a sua atenção. Falar com os bebés é uma coisa que facilmente os pais podem fazer durante o dia, facilmente combinável com outras tarefas, enquanto ler exige estar sentado e, provavelmente acontece por menos tempo e menos frequentemente”, explicou a cientista, reforçando que continua a ser importante ler para os bebés, sendo o ideal conjugar as duas formas de interação.

Esta pode ser uma boa notícia para os pais ocupados, uma vez que é mais fácil carregar o bebé e ir conversando, enquanto se desenvolvem tarefas domésticas, por exemplo.

Por Joana de Sousa Costa

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