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Exercício e Doença de Alzheimer

Já existem evidências de que o treino aeróbio (caminhar vigorosamente, pedalar, etc) podem atenuar os efeitos do envelhecimento das estruturas cerebrais, tal como das funções do sistema nervoso central.

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A atrofia cerebral pode estar relacionada com a disfunção de neurotransmissores, como o stress oxidativo que provoca dano mitocondrial e reduz o metabolismo cerebral. Outro mecanismo relaciona-se com a deposição amiloide e a formação de placas. Todas estas disfunções neuronais estão relacionadas com a redução da circulação sanguínea a nível cerebral e influenciam negativamente o desempenho cognitivo, contribuindo para a progressão da Doença de Alzheimer.

 

Para além do treino aeróbio, também já é cientificamente evidente que o treino com cargas adicionais, a chamada musculação, praticada regular e cronicamente (longo prazo), também contribui para a redução do stress oxidativo e melhoria do Factor Neurotrófico Derivado do Cérebro (em inglês BDNF – Brain Derived Neurotrophic Factor), segundo fator neurotrófico caracterizado depois da descoberta do Factor de Crescimento Nervoso (NGF – Neurotrophic Growth Factor). Ambos os fatores contribuem para a sobrevivência cerebral e para a neurogénese (formação de novos neurónios).

 

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Então, tanto o treino aeróbio como a musculação podem ser considerados tratamentos adjuvantes na presença de Doença de Azheimer, contribuindo para a neurogénese e neuroplasticidade, e contrariando os efeitos do envelhecimento cerebral.

 

Caso tenha um familiar ou amigo com Doença de Alzheimer, não deixe de passar esta informação. O contributo do exercício está provado e constitui uma potente ferramenta no combate a esta condição.

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