Home»LAZER»DICAS & VIAGENS»Évora: uma viagem pela história da Humanidade

Évora: uma viagem pela história da Humanidade

Do Neolítico aos dias de hoje, passando pelas poderosas influências romana e católica, Évora conservou de tudo com delicadeza e mestria nesta longa e demorada linha do tempo. Vamos então fazer uma viagem a Évora… e pela história da humanidade.

Pinterest Google+
PUB

Vamos deixar a época romana e viajar um pouco mais no tempo. Chegamos à época de dominação católica. E também aqui Évora é rica em monumentos. Para quem gosta de turismo religioso, aqui tem muito o que visitar. Inúmeras capelas, um convento, uma ermida, múltiplas igrejas e uma sé, a chamada Catedral de Évora. Falemos dela, da Sé Catedral de Évora e Museu de Arte Sacra.

 

Dedicada a Santa Maria, a Catedral de Évora foi edificada nos séculos XIII e XIV, nos estilos românico e gótico. É a maior de Portugal nestes estilos, destacando-se o pórtico ogival, guarnecido por esculturas do Apostolado e o claustro, este com grandes arcos ogivais nas abóbodas e nas janelas e desenhos de influência árabe. É um mix esta catedral. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, marcado por três majestosas naves.

 

VEJA TAMBÉM: PALMELA, UMA VILA HISTÓRICA COM VISTA INTERMINÁVEL

 

A capela-mor é do século XVIII e do estilo barroco. No seu interior, existem muitos elementos arquitetónicos e artísticos de relevância, como o cadeiral do coro, o órgão renascentista ibérico e único em Portugal, as peças do Museu de Arte Sacra (escultura, pintura, paramentaria e ourivesaria), entre outros. Como qualquer sé, é imponente. Tem de subir ao seu terraço e apreciar a vista sobre a cidade e o horizonte longínquo. Divirta-se também a passar pelas escadarias estreitas e em espiral que ligam o claustro a um pátio superior.

 

Seguimos para outro ex-libris da cidade, a Capela dos Ossos. À porta, uma inscrição recebe os visitantes: «Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos».  Que divertidos que eram os três monges franciscanos que tiveram a iniciativa de a construir no século XVII, não acha? Bom, a ideia era transmitir a mensagem da transitoriedade da vida. Toda a capela é revestida a ossos, como fémures, vértebras e caveiras. Estima-se que sejam cerca de 5000 ossos.  Há ainda dois esqueletos inteiros pendurados por correntes numa das paredes, sendo um deles o de uma criança. São 18,70 m de comprimento por 11m de largura, com luz a entrar por três pequenas frestas do lado esquerdo, para causar ainda mais penumbra. As abóbadas são pintadas com motivos alegóricos à morte, para que fique bem clara a mensagem. Se a quiser visitar, a capela está inserida na Igreja de São Francisco.

 

VEJA TAMBÉM: À DESCOBERTA DAS ESCARPAS DE SINTRA

 

Este é o momento de voltar à rua e sentir os raios e luz do sol. A vida continua nesta pacata cidade alentejana. Sugerimos para fim de visita um passeio pelo centro histórico da cidade. Não só pode apreciar a vivencia calma e tranquila das gentes alentejanas, como fazer algumas compras no comércio local. Vai encontrar muito material feito em cortiça e também artesanato e cerâmicas, entre as ruas que ligam os principais pontos da cidade.

 

Não podemos deixar este artigo sem uma palavra dedicada à gastronomia alentejana. A comida alentejana é farta em pão. As açordas, as migas, as sopas de pão… mostram a criatividade das gentes de antigamente que com pouco faziam muito. Não passe, portanto, por esta cidade sem se deliciar com um dos pratos icónicos desta deliciosa gastronomia. Ali bem perto, Vendas Novas deu a conhecer e a saborear as bifanas mais famosas do país. E prová-las e comprovar a merecida fama. Veja imagens de Évora na galeria no início do artigo.

 

 

Artigo anterior

Alimentação e autismo: quais os nutrientes a promover e a restringir?

Próximo artigo

A tranquilidade, o farol no meio do caos…