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Europa: uma em cada 15 crianças não recebeu a primeira dose da vacina contra o sarampo

A Semana Europeia da Vacinação 2018 decorre entre 23 e 29 de abril para alertar para a necessidade de os cidadãos se vacinarem, como proteção pessoal e da sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, há mais de 19 milhões de crianças não vacinadas no mundo.

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Na Europa, uma em cada 15 crianças não recebeu a primeira dose da vacina contra o sarampo e uma em cada 21 crianças não têm todas as doses recomendadas das vacinas contra a difteria, tétano e tosse convulsa. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que se associa a esta entidade para promover a Semana Europeia da Vacinação 2018, que decorre entre 23 e 29 de abril.

 

A edição deste ano tem como lema «As vacinas funcionam: proteja-se a si e aos que o rodeiam de doenças graves» e visa reforçar a ideia de que a vacinação é um direito individual e uma responsabilidade de todos. Segundo a OMS, há mais de 19 milhões de crianças não vacinadas no mundo. «Todas as pessoas têm o direito de estar protegidas de doenças evitáveis pela vacinação e todos desempenham um papel fundamental na proteção dos outros quando optam pela vacinação. Devido às vacinas, a maioria das crianças e adultos na Europa está imune ao sarampo, rubéola, parotidite epidémica, difteria, tosse convulsa, tétano e poliomielite», revela o comunicado da DGS.

 

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Porém, de acordo com a OMS, os benefícios das vacinas não são iguais em todos os países europeus, existindo muitas crianças sem a proteção que merecem. Para além dos dados já referido, a OMS indica também que a cobertura da vacinação contra o cancro do colo do útero ainda está abaixo dos 50% em alguns países. Em Portugal, além das vacinas referidas, a maioria das crianças está também protegida contra a hepatite B, as doenças graves meningocócica C, pneumocócica e por Haemophilus influenzae B e a maioria das raparigas com 11 a 25 anos de idade está protegida contra o cancro do colo do útero.

 

«As desigualdades na cobertura vacinal são portas de entrada para doenças contagiosas, permitindo que se transmitam entre indivíduos não vacinados. Todos os anos surgem milhares de casos de sarampo nesta região e, em 2017, a Comissão Regional de Certificação da Erradicação da Poliomielite concluiu que três países se encontram em risco de surto de poliomielite», revela o comunicado da DGS.

 

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Graças à vacina contra o sarampo, o número de casos de sarampo na região europeia da OMS diminuiu mais de 90% desde a década de 90. Contudo, o vírus continua a propagar-se sempre que existe um número suficiente de pessoas suscetíveis. Ao interromper a cadeia de transmissão, as crianças e adultos vacinados impedem o vírus de, potencialmente, infetar bebés demasiado pequenos para serem vacinados e pessoas que não podem ser vacinadas devido aos seus sistemas imunitários enfraquecidos ou vulneráveis.

 

Segundo a DGS, é necessária uma cobertura vacinal de pelo menos 95% para alcançar a proteção de todas as pessoas através da imunidade de grupo. Assim, e para assinalar esta data, a DGS e as Administrações Regionais de Saúde vão realizar, durante esta semana, um reforço da comunicação, através de infografias alusivas à efeméride e da promoção de várias iniciativas, com o objetivo de sensibilizar para a importância da vacinação na proteção da saúde, quer dos vacinados, quer daqueles que não podem ser vacinados, através da imunidade de grupo. Pretende-se também, através desta campanha, alertar os adolescentes, pais e profissionais de saúde para fazerem escolhas fundamentadas quanto à vacinação e para somente partilharem informação devidamente sustentada.

 

 

 

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