Home»FOTOS»Europa ultrapassa EUA e lidera mercado de cerveja artesanal

Europa ultrapassa EUA e lidera mercado de cerveja artesanal

Na altura do arranque da Oktoberfest, uma das maiores festas europeias, a 22 de setembro, a Mintel apresenta uma pesquisa que reforça o papel de liderança do mercado europeu quando falamos de cervejas artesanais e de inovação neste mercado. Dos 10 mercados mais inovadores, seis encontram-se no 'velho continente'.

Pinterest Google+

Na altura em que se realiza a 185ª Oktoberfest, que vai começar em Munique já neste fim-de-semana, a consultora Mintel apresentou uma pesquisa que comprava que depois de anos de domínio deste mercado por parte de empresas americanas a Europa volta a assumir o seu papel de liderança global, quando falamos na inovação da cerveja artesanal.

 

De acordo com dados agora apresentados pela consultora, a América do Norte (principalmente os Estados Unidos) eram os líderes da indústria global de cerveja, pois era aqui que aconteciam 52% de todos os lançamentos de cervejas artesanais. O mercado Europeu apenas representava 29% destes lançamentos. (Veja na galeria acima onde berber cerveja artesanal em Lisboa).

 

Só que desde então muita coisa mudou e, no ano de 2017, 54% dos lançamentos tiveram origem na Europa e apenas 19% na América do Norte. Mas se podemos considerar o continente americano como o mercado mais inovador do mundo, 6 dos 10 mercados mais importantes estão na Europa. Os mercados europeus mais inovadores são: Reino Unido, Noruega, Espanha, Itália, França e Suécia.

 

VEJA TAMBÉM: OS BENEFÍCIOS DE BEBER CERVEJA: 10 FACTOS COMPROVADOS PELA CIÊNCIA

 

Os consumidores polacos (64%), franceses (63%), italianos (61%) e alemães (50%) são os mais interessados em experimentar diferentes tipos de cervejas artesanais e nestes mesmos mercados, em conjunto com o inglês, defende-se que este tipo de cerveja vale ‘dinheiro extra’ devido à experiência que proporciona.

 

Jonny Forsyth, diretor associado da Mintel Food & Drink, explica estes resultados da seguinte forma: «Nos últimos anos, o interesse pela cerveja artesanal migrou dos EUA para o Reino Unido e agora para a Europa continental. A nossa pesquisa sugere que os europeus estão adotando a cerveja artesanal porque estão à procura de novas e mais excitantes cervejas comparadas com aquelas que já tinham. Mesmo que os mercados alemães, belgas e checos sejam dominados por um estilo de cerveja que se mantém inalterada há séculos, a verdade é que o interesse do consumidor em cervejas artesanais existe e como tal oferece várias oportunidades aos fabricantes».

 

VEJA TAMBÉM: A CIÊNCIA DO CAMARÃO: BOM OU MAU?

 

No entanto, a pesquisa da Mintel (que foi realizada junto de utilizadores da internet com mais de 18 anos e que bebem cerveja há mais de seis meses) revela que os consumidores europeus não se importam muito com a diferença entre uma cerveja ‘artesanal verdadeira’ e uma marca ‘artesanal’ pertencente a um grande cervejeiro. Aliás, quase metade dos consumidores de cerveja espanhóis (45%) dizem que não está claro o que faz uma cervejaria e menos de um quinto (17%) dos consumidores alemães dizem que a pertença a uma grande marca global iria afetar a sua decisão de compra. Mas a verdade é que nem tudo é mau, já que 44% dos consumidores britânicos gostariam de ver um sistema de certificação de cerveja artesanal.

 

«O termo ‘artesanal’ não tem uma definição formal, o que fez com que as grandes empresas tivessem capitalizado o boom existente para lançarem os seus próprios produtos artesanais ou adquirindo cervejarias artesanais. Esta prática dos grandes cervejeiros não mostra sinais de abrandar, mas a verdade é que a grande maioria dos consumidores europeus pretende ter uma maior certeza quando falamos em quais os tipos de cervejas que são realmente artesanais e aquelas que não são», conclui Jonny Forsyth.

 

 

 

 

Artigo anterior

Decoração: A iluminação é sem dúvida a cereja no topo do bolo

Próximo artigo

Acha que é nomofóbico? Faça o teste se está sempre agarrado ao telemóvel