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Europa quer reduzir uso de antibióticos na pecuária

Os planos para reduzir o uso de antibióticos nas produções de carne, de modo a manter as bactérias resistentes afastadas dos alimentos para humanos, foram informalmente acordados pelos eurodeputados. O acordo vai ser submetido a votação a 20 e 21 de junho.

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Os eurodeputados chegaram ontem a acordo sobre os planos para reduzir o uso de antibióticos na pecuária, de forma a manter as bactérias resistentes aos medicamentos fora dos alimentos humanos, revela o Parlamento Europeu em comunicado. Os planos foram informalmente acordados e serão submetidos a votação na Comissão do Meio Ambiente durante a reunião de 20 e 21 de junho.

 

Assim, os medicamentos veterinários não devem em circunstância alguma servir para melhorar o desempenho ou compensar a pecuária de baixa qualidade, diz a nova lei. Limita-se o uso profilático de antimicrobianos – ou seja, como medida preventiva, na ausência de sinais clínicos de infeção – que deverá somente ser usado quando plenamente justificado por um veterinário nos casos em que exista um alto risco de infeção com consequências graves.

 

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A utilização metafiláctica – isto é, o tratamento de um grupo de animais quando mostram sinais de infecção – deve acontecer apenas quando não existe alternativa apropriada e após o diagnóstico e justificação de um veterinário. «Este é um passo importante para a saúde pública.De facto, além dos agricultores ou donos de animais, o uso de medicamentos veterinários diz respeito a todos nós, porque tem um impacto direto no nosso meio ambiente e na nossa alimentação, enfim, na nossa saúde», afirmou Françoise Grossetête, porta-voz do PPE francês.

 

Assim, «graças a essa lei, poderemos reduzir o consumo de antibióticos nas produções de gado, uma importante fonte de resistência que é então transmitida aos seres humanos. A resistência aos antibióticos é uma verdadeira espada de Dâmocles, que ameaça enviar o nosso sistema de saúde de volta à Idade Média», acrescentou.

 

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Vão ser também tomadas medidas para incentivar a inovação, bem como obrigados a que os alimentos importados respeitem as normas da União Europeia. «Esta é uma vitória do Parlamento Europeu. Por exemplo, os nossos parceiros comerciais que querem continuar a exportar para a Europa também terão de se abster de usar antibióticos como promotores de crescimento», afirmou Grossetête.

 

Para ajudar a combater a resistência antimicrobiana, a lei capacita a Comissão Europeia a designar os antimicrobianos que devem ser reservados para o tratamento humano. O Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) recentemente alertou que as bactérias em humanos, alimentos e animais continuam a mostrar resistência aos antimicrobianos mais amplamente utilizados. Os cientistas dizem que a resistência à ciprofloxacina, um antimicrobiano que é extremamente importante para o tratamento de infeções humanas, é muito alta em Campylobacter, reduzindo assim as opções para o tratamento eficaz de infeções graves transmitidas por alimentos. As bactérias Salmonella resistentes a múltiplas drogas continuam a espalhar-se pela Europa, informa o comunicado divulgado.

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