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Europa: mulheres vivem até aos 82 anos e homens até aos 76 anos

O novo estudo da Organização Mundial de Saúde, ‘Vida Saudável e Próspera para Todos: Relatório Europeu sobre o Estado da Equidade em Saúde’, revela que o tempo de vida pode ser até sete anos menos nas mulheres e 15 anos menos nos homens, caso estes vivam entre os mais desfavorecidos.

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As mulheres na Europa podem esperar viver em média 82 anos e os homens 76,2 anos. Mas a Organização Mundial da Saúde alerta que continuam a existir «desigualdades significativas» na região entre os vários grupos sociais, na medida em que esta estimativa pode descer até sete anos nas mulheres e 15 anos nos homens, caso estes vivam entre os mais desfavorecidos.

 

O estudo ‘Vida Saudável e Próspera para Todos: Relatório Europeu sobre o Estado da Equidade em Saúde’, apresentado pela OMS nesta quarta-feira em Genebra, Suíça, aponta que persistem desequilíbrios em vários dos 53 países da região europeia. Em certos casos, essa situação piorou apesar de tentativas que foram feitas pelos governos para resolvê-las, diz a OMS em comunicado.

 

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O documento revela que quase o dobro de pessoas na parcela dos 20% da população menos rica diz ter doenças que limitam a liberdade de realizarem atividades diárias, em comparação com 20% da população mais rica. Em 45 dos 48 países analisados, as mulheres com menor escolaridade disseram ter uma saúde mais precária ou razoável quando comparadas às mulheres com maior escolaridade. Esse padrão é similar entre homens de 47 dessas nações.

 

O local de residência também tem influência na duração e qualidade de vida. Em quase 75% dos países pesquisados, as diferenças em relação aos anos de vida entre as regiões mais e menos favorecidas não alteraram ou mesmo pioraram durante mais de uma década.

 

Nas áreas mais necessitadas, houve mais 4% de bebés que não sobrevivem no primeiro ano de vida em comparação com os nascidos em áreas mais ricas. As lacunas em saúde entre grupos socioeconómicos aumentam à medida que as pessoas envelhecem. Os desafios em lares menos abastados afetam mais 6% das meninas e 5% dos meninos, em comparação com os lares mais abastados. Essa disparidade aumenta para mais 19% em mulheres e 17% em homens na idade ativa, e atinge o pico entre as pessoas com mais de 65 anos, sendo 22% para o caso de mulheres e 21% nos homens.

 

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O estudo destaca que os adultos com menos recursos económicos e sociais têm uma saúde mais precária, o que faz prever um maior risco de pobreza e exclusão social, a perda da independência e um desgaste mais acelerado.

 

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, destaca que o estudo fornece aos governos os dados e as ferramentas necessários para combater as desigualdades na saúde. O documento destaca políticas para estimular o desenvolvimento sustentável e o crescimento económico. O trabalho defende uma proposta de redução das desigualdades em 50% que «produziria benefícios financeiros para países que variam de 0,3% a 4,3% do Produto Interno Bruto».

 

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