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Estudo verifica diferentes situações de bullying no ensino superior

Uma pesquisa realizada no Brasil definiu uma escala de situações de violência interpessoal que acontece no ensino mais avançado. O estudo detetou ocorrências em relações veterano/caloiro, professor/aluno, por características pessoais, por orientação sexual e de género, por desempenho académico e por discriminação social e étnica.

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), Brasil, aponta situações de bullying no ensino superior, em diversos tipos de relações, nomeadamente entre veterano/caloiro, professor/aluno, por características pessoais, por orientação sexual e género, por desempenho académico e por discriminação social e étnica.

 

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, desenvolveu uma escala para verificar a ocorrência de bullying no ensino superior. A escala baseia-se num estudo no qual alunos e professores relataram situações de violência interpessoal e os seus efeitos no ensino e na aprendizagem, revela a USP em comunicado. A escala identifica uma lista de 56 situações que podem ser apontadas pelos estudantes, como discriminação social, características pessoais e desempenho académico, e que também permite identificar a frequência de cada episódio de violência interpessoal.

 

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A criação da escala baseou-se num estudo exploratório no qual foram entrevistados 187 estudantes e 32 professores dos cursos de Medicina, Ciências Biomédicas, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição e Metabolismo e Informática Biomédica da FMRP. «Foi aplicado um questionário com questões referentes à ocorrência de bullying no contexto da graduação, os tipos de situações e as possíveis consequências para o processo de ensino e aprendizagem», refere Matheus Francoy Alpes, autor da pesquisa.
O levantamento concluiu que alunos e professores reconhecem a presença do fenómeno no quotidiano em vários tipos de relação. «Além disso, há a perceção de que estas situações podem interferir negativamente no processo de ensino-aprendizagem e na permanência estudantil», conta o pesquisador, «com desgaste psíquico e emocional, desmotivação e desinteresse pela faculdade, isolamento social e repressão da expressão, afetando o bem-estar geral e o desempenho no quotidiano», acrescenta.

 

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O pesquisador observa que a idade de ingresso no ensino superior coincide com o final da adolescência, período em que o estudante ainda se encontra em fase de desenvolvimento e pode, portanto, apresentar vulnerabilidade psicossocial. «Esta pode ainda aumentar ao longo da graduação, em que são identificados diferentes momentos críticos, principalmente relacionados com a sua adaptação ao novo ambiente e a novos desafios», destaca.

 

Por fim, refere que «a ampliação do conhecimento sobre as perceções e vivências da população universitária sobre o tema pode favorecer o desenvolvimento de estratégias pessoais para enfrentar situações desse tipo. E auxilia na definição de ações institucionais preventivas no quotidiano académico».

 

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