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Estudo revela que crianças portuguesas brincam apenas entre 2 a 3 horas por dia

Estudo “Portugal a Brincar”, realizado pela Escola Superior de Educação de Coimbra, em parceria com o Instituto de Apoio à Criança e a Estrelas & Ouriços, revela ainda que os pais consideram este tempo insuficiente. A maioria das crianças brinca na escola e em casa, mas os pais gostariam que a rua voltasse a ser o principal espaço de brincadeira.

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A maioria dos brinquedos é oferecida em ocasiões especiais, tal como referem 46,9% dos pais e os que optam por oferecer também ao longo do ano, fazem-no sobretudo mensalmente (20,1%) ou trimestralmente (19,8%), seguindo-se por semestre (5,3%) ou semanalmente (4,4%).

 

São diversos os critérios que influenciam a compra de determinado brinquedo pelos pais. A maioria (81,1%) refere a funcionalidade do brinquedo como o critério principal. Um número reduzido de pais considera importante a qualidade (9,1%) e o gosto pessoal da criança (6,5%).  Questionados sobre a doação de brinquedos da criança, 79,4% dos pais afirma fazê-lo com frequência.

 

Inquiridos sobre a tipologia de brinquedos que desempenha um papel mais relevante na aprendizagem das crianças, os brinquedos educativos surgem com maior destaque (44,8%), seguindo-se os brinquedos faz-de-conta (28,9%) e os brinquedos que são feitos pelas próprias crianças (18,8%). Apenas uma pequena percentagem dos pais (3,6%) considera que os brinquedos que mais aprendizagens promovem nas crianças são os eletrónicos ou aqueles que promovem a atividade física (0,1%). Apenas 3,8% dos pais consideram que todos os brinquedos desempenham um papel importante nas aprendizagens das crianças e não destacam nenhum tipo em particular.

 

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Maioria das crianças tem brinquedos não eletrónicos

Os resultados deste estudo demostram que a maioria das crianças (73,3%) tem uma maior quantidade de brinquedos não eletrónicos em comparação com os brinquedos eletrónicos e que 7,8% não tem nenhum brinquedo eletrónico.

 

No que respeita à utilização de tablets ou smartphones, verifica-se que 34,7% das crianças não brinca com estes dispositivos. Das 65,3% que fazem uso destes aparelhos para brincar, 21,6% já utiliza os seus próprios dispositivos. Os pais têm aplicações específicas para a criança brincar no tablet ou smartphone: 34,9% tem 1 a 3 aplicações instaladas, 19,2% tem entre 4 a 6 aplicações instaladas e 10,8% tem instaladas mais de 6 aplicações. No que se refere ao tempo de utilização de tablets e smartphones, 53,9% faz um uso moderado e brinca no máximo uma hora por dia, independentemente da faixa etária.

 

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Regista-se ainda que 23,9% das crianças utiliza os videojogos nas suas brincadeiras. Deste grupo, 12,2% apenas utiliza os videojogos de forma pontual, 9,1% apenas ao fim de semana, e os restantes 2,5% utilizam os videojogos para brincar todos os dias. O estudo indica ainda que 56,6% das crianças vê televisão até uma hora por dia, 29,6% entre uma a duas horas e 5,6 % entre duas a três horas.

 

‘Como brincam hoje as crianças portuguesas’ foi o tema da 1ª Conferência Estrelas & Ouriços, que teve como objetivo promover a discussão sobre a forma como se brinca em Portugal e debater vários assuntos, entre os quais o impacto das novas tecnologias nas crianças, o futuro das brincadeiras tradicionais e como a gestão do tempo dos adultos influencia os tempos livres das crianças.

 

Amostra do estudo:

Participaram, voluntariamente, no questionário, 1466 pais de crianças, de ambos os sexos, com idades até aos 10 anos, residentes em Portugal. Os indivíduos que responderam tinham idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos, com 39 anos de média de idade. A amostra inclui elementos de todas as zonas geográficas de Portugal continental e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, sendo que 58,2% da amostra reside na área metropolitana de Lisboa. A maioria dos inquiridos é do género feminino (92,6%).

 

 

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