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Estudo revela que adolescentes ‘sacrificam’ amizades em prol de novos relacionamentos

O novo estudo da Universidade da Florida refere que a maioria dos amigos se queixa de que os parceiros amorosos destroem amizades

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A Universidade da Florida desenvolveu um estudo que veio comprovar que os adolescentes perdem a semelhança com o grupo de amigos depois de iniciarem um novo relacionamento.

 

Os resultados do estudo, publicados na revista Developmental Psychology, revelam que os adolescentes ‘daters’ que começaram a namorar (durante a investigação) revelam comportamentos mais semelhantes aos dos parceiros do que aos dos amigos.

 

«O resultado do estudo confirma que a maioria dos amigos se queixa de que os parceiros românticos são uma distração para as amizades», revelou Brett Laursen, co-autor do estudo.

 

O cientista refere que a conclusão do estudo é um alerta austero de como o mundo muda durante a adolescência: «Nesta altura, amigos de longa data deixam de ser importantes e as afiliações românticas ganham lugar de destaque».

 

A similaridade é a imagem de marca das amizades na adolescência, fase em que se criam identidades com o outro porque se gosta do mesmo desporto, estilo de música, hobbies, entre outros. No entanto, o relatório deste estudo indica que a existência de um novo relacionamento amoroso afeta o equilbrio das amizades estreitas. Ou seja, os jovens estão predispostos a mudar para se assemelharem aos parceiros, mesmo que isso signifique uma rutura com os amigos.

 

Os cientistas chamam a atenção para o facto de que os amigos desempenham uma função muito importante durante a adolescência: «Os adolescentes raramente bebem sozinhos, até porque existe muito aquela pressão para experimentar algo de novo, mas não sozinho. O início dos relacionamentos amorosos tende a coincidir com a primeira exposição ao álcool, e nesta vertente não se devem descurar os amigos», alerta Brett Laursen.

 

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