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Estudo relaciona tumor colorretal à falta de atividade física na juventude

O estudo, que analisou dados da Universidade de Harvard e da Universidade de São Paulo, é pioneiro por demonstrar esta relação em tão tenra idade. Todas as pesquisas realizadas até ao momento têm-se focado nesta relação após os 40 anos. Quando o sedentarismo persiste na vida adulta, as estatísticas são ainda mais preocupantes.

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As pessoas que se mantêm ativas durante a adolescência têm menor risco de desenvolver adenoma colorretal, os chamados pólipos que podem evoluir para cancro colorretal, na vida adulta. Esta redução chega aos 10% em comparação com aqueles que praticaram pouca ou nenhuma atividade física naquela faixa etária, conclui um estudo publicado no ‘British Journal of Cancer’, um dos jornais mais importantes da área de oncologia, a partir de dados obtidos na Universidade de Harvard, EUA, e na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Brasil.

 

Segundo a faculdade brasileira, o estudo é pioneiro na demonstração da potencial contribuição do exercício físico durante a juventude para a redução desses adenomas na vida adulta. Todas as pesquisas realizadas até ao momento focaram na vida adulta, particularmente após os 40 anos. O ensaio clínico foi realizado durante o estágio de pesquisa de Leandro Rezende, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, na universidade norte-americana.

 

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Rezende teve acesso a uma coorte (grupo de indivíduos acompanhados no tempo) com centenas de milhares de enfermeiras. Delas, 28,3 mil responderam a um questionário, em 1997, relativo a atividades físicas e outros fatores de risco na adolescência; realizaram, também, pelo menos um exame de colonoscopia no período entre 1998 e 2011, responsável por identificar, ou não, a presença de pólipos, uma vez que os tumores são assintomáticos, informa a FMUSP.

 

«Separamos essas 28 mil enfermeiras em vários grupos, de acordo com a quantidade e intensidade de exercício físico na faixa etária entre 12 e 22 anos», explica o médico. Aquelas que praticavam menos de 60 minutos, tempo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, foram colocadas como referência. «A diferença entre a faixa de menor e maior exercício foi considerável, chegando a 10%. Quanto à presença de pólipos com mais de um centímetro de diâmetro, ou do subtipo viloso, mais propenso a tornar-se num cancro, a discrepância foi ainda maior», afirma.

 

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A análise, apesar de feita sobre uma seleção específica de pessoas (mulheres, enfermeiras e moradoras dos Estados Unidos), ainda representa um avanço importante, defende Rezende.  Isto porque «é um dos primeiros trabalhos que relacionam atividade física na adolescência e desenvolvimento de adenomas», sendo que «a correlação entre exercícios na idade adulta e cancro colorretal já está bem estabelecida em muitos níveis», finaliza.

 

Além disso, os dados permitiram cruzar informações de atividades físicas da mesma pessoa na adolescência e na vida adulta.  Os pesquisadores encontraram uma diferença maior na frequência de adenomas. Veja agora, na galeria acima, 10 factos relacionados com a atividade física revelados pela OMS.

 

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