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Estudo prova que o exercício é socialmente contagioso

Realizado com um milhão de corredores nos Estados Unidos, um novo estudo conclui, sem margem para dúvidas, que conviver com pessoas que praticam exercício motiva-nos a fazer o mesmo. E até a tentar fazer mais e melhor.

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Um novo estudo publicado ontem na revista ‘Nature Communications’, realizado a partir do registo dos padrões de exercícios diários de mais de um milhão de corredores ao longo de cinco anos, mostra que o exercício é socialmente contagioso. Segundo o comunicado divulgado pela escola de gestão, dada a sua dimensão, este trabalho é um marco no uso de dados de rastreamento para compreender comportamentos causais na área da saúde.

 

«Conhecer os comportamentos dos amigos, inclusive o que é compartilhados nas redes sociais, pode fazer com que a pessoa corra mais longe, mais rápido e mais tempo», diz Sinan Aral, professor de Gestão na MIT Sloan School of Management.

 

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Aral e o colega Christos Nicolaides usaram um conjunto de dados que registou com precisão a localização geográfica, os laços nas redes sociais e os padrões diários de corrida de mais de um milhão de indivíduos que registaram essas corridas digitalmente numa rede social global de corredores durante cinco anos.

 

Os dados contêm a distância diária, duração e ritmo, bem como as calorias queimadas durante as corridas realizadas por esses indivíduos, além das relações entre si. Os resultados, diz Aral, revelaram «fortes efeitos de contágio».

 

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De acordo com o estudo, em média, um quilómetro adicional corrido por amigos pode inspirar alguém a correr um adicional de 300 metros E dez minutos a mais corridos por amigos podem inspirar alguém a correr mais três minutos.

 

No contexto do exercício, existe um debate sobre se fazemos comparações ascendentes com aqueles que executam melhor do que nós ou comparações descendentes com aqueles que executam pior do que nós mesmos, revela a análise. Comparações com aqueles que estão à nossa frente podem motivar o nosso autoaperfeiçoamento, enquanto que as comparações com aqueles que estão atrás de nós podem criar «comportamentos competitivos para proteger a nossa superioridade». Segundo Aral, há evidências para ambas as trajetórias no estudo, mas comparações com aqueles que são melhores do que eles são mais evidentes neste estudo.

 

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O género também é importante. O contágio é mais pronunciado entre os homens, com estes a influenciarem outros a correrem mais longe e mais rápido. Neste sentido, os homens podem ser mais competitivos e, especificamente, mais competitivos entre si. O estudo indica que a influência entre pares do mesmo sexo é forte, enquanto que a influência entre sexos diferentes é mais fraca.

 

Outro dado interessante é que tanto homens como as mulheres influenciam os homens. No entanto, apenas as mulheres influenciam aquelas mulheres que relataram, em estudos anteriores, serem influenciadas pela autorregulação.

 

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