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Estudo mostra que mais de dois terços da população portuguesa tem deficiência de vitamina D

Primeiro estudo de base nacional à população adulta indica que a maioria da população apresenta deficiência de Vitamina D. Na realidade, neste país de sol, apenas 3,6% apresenta valores considerados normais. Especialistas alertam para a necessidade de implementação de medidas de saúde pública que minimizem estes dados, como a suplementação ou a fortificação alimentar.

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O estudo “A Carência de Vitamina D em Portugal”, da Faculdade de Medicina de Coimbra em colaboração com a Nova Medical School, é a primeira análise a nível nacional feita aos níveis de Vitamina D na população adulta. Os dados do estudo mostram que, se considerarmos os valores de referência recomendados pela Endocrine Society, 66,6% da população apresenta deficiência de Vitamina D e apenas 3,6% apresenta valores considerados normais. Os especialistas envolvidos no estudo destacam ainda que 21,2% têm deficiência grave desta vitamina. O estudo foi apresentado na 4ª edição do Fórum D, que teve lugar no dia 13 de outubro, em Coimbra.

 

Para Cátia Duarte, reumatologista no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e membro científico do Fórum D, responsável pela realização do estudo, «o reconhecimento da real “fotografia” da população adulta portuguesa, no que diz respeito à carência em vitamina D, torna fundamental debater e implementar medidas que visem minimizar o problema. A sensibilização dos médicos e das famílias é importante, a par com a necessidade de maior atenção por parte das autoridades de saúde».

 

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A representante do Fórum D defende a implementação de medidas pelos decisores, nomeadamente «o controlo dos fatores de risco, estimulando um estilo de vida saudável como a prática de exercício, a redução do peso e do tabagismo e uma exposição solar adequada. A alimentação, infelizmente, tem pouco efeito global nos níveis de Vitamina D. Outras medidas, como a suplementação podem e devem ser consideradas, particularmente em grupos de risco elevado. Programas de fortificação alimentar já implementados há muitos anos noutros países merecem seguramente consideração por parte das autoridades de saúde».

 

Os hábitos comportamentais dos portugueses também contribuem para o défice de vitamina D, nomeadamente a escassa exposição solar desprotegida. A obesidade que diminui os níveis circulantes desta vitamina porque ela é sequestrada no tecido adiposo, a inatividade física e o tabagismo estão também associados à carência de Vitamina D. Os Açores são a área geográfica onde a prevalência de níveis de carência de vitamina D são mais acentuados, aproximadamente 9 vezes mais frequente que no Algarve.

 

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As principais conclusões deste estudo são que a carência de Vitamina D é muito prevalente na população adulta portuguesa e existem diversos fatores de risco, relacionados com o estilo de vida, que estão associados a esta deficiência. Por outro lado, o inverno, a idade, o género e a área geográfica, fatores não modificáveis, são os principais fatores associados à carência de vitamina D. Os resultados deste estudo reforçam a necessidade de implementação de medidas de saúde pública de forma a minimizar esta situação, através da suplementação alimentar.

 

O Fórum D é uma iniciativa da Clínica Universitária de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que visa disseminar conhecimento sobre vitamina D entre profissionais de saúde e público em geral, aumentando a sensibilidade para a prevalência da carência desta vitamina em Portugal e sua importância em saúde pública e individual.

 

Procura, essencialmente, manter e dinamizar uma fonte credível de informação independente, com base científica sólida, que possa ser usada por todos os intervenientes e pelo público alvo. Veja na galeria no início do artigo algumas formas de garantir a obtenção de vitamina D.

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