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Estudo: junk food causa duas vezes mais distração do que outros elementos

Imagens de fatias de pizza, bolos de chocolate ou de um hambúrguer têm o poder de roubar a nossa atenção de um momento de concertação, ao contrário do que acontece com imagens de alimentos suáveis ou de outros objetos, revela um estudo realizado nos Estados Unidos.

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Um estudo realizado pela Universidade de Johns Hopkins, EUA, conseguiu provar que a chamada ‘junk food’ tem o poder de nos distrair, ao ponto de uma imagem de um bolo, fatia de pizza ou gelado roubar a nossa atenção duas vezes mais do que a de alimentos saudáveis ou de um qualquer outro objeto.

 

Porém, o mesmo estudo conseguiu provar que, após algumas dentadas, este tipo de comida não é mais interessante do que uma couve. Confirmando assim a teoria de que as pessoas têm um desejo implícito por alimentos gordurosos e açucarados – motivo pelo qual não se deve ir às compras com fome.

 

«Nós queríamos ver se as fotos de alimentos, particularmente alimentos ricos em gordura e em calorias, seriam uma distração para as pessoas envolvidas numa tarefa complicada. Então, mostrámos cenouras e maçãs, e isso abrandou um pouco as pessoas. Mostrámos bicicletas e pionés e isso também as desacelerou um pouco. Mas quando mostrámos imagens de bolos de chocolate e de cachorros-quentes, estes elementos distraíram-nos e desaceleraram-nos duas vezes mais», explica Howard Egeth, coautor do estudo e professor do Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro desta universidade.

 

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Primeiro, a equipa de investigadores criou uma complicada tarefa informática, na qual a comida era irrelevante e pediu a um grupo de participantes que encontrassem as respostas tão rapidamente quanto possível. À medida que os participantes trabalhavam, as fotos apareceriam no ecrã – visíveis apenas por 125 milissegundos, o que é muito rápido para que as pessoas percebam plenamente o que acabaram de ver. As imagens eram uma mistura de imagens de alimentos com alto teor de gordura e alto teor calórico, alimentos saudáveis ou itens que não eram alimentos.

 

Todas as imagens distraíram as pessoas da tarefa, Egeth descobriu que coisas como bolachas, batatas fritas, queijos e doces eram duas vezes mais causadoras de distração. As imagens de alimentos saudáveis – como cenouras, maçãs e saladas – não eram mais perturbadoras para as pessoas do que as não alimentares, como bicicletas, lâmpadas ou bolas de futebol. Veja abaixo o vídeo que ilustra o estudo (em inglês).

 

De seguida, os pesquisadores recriaram a experiência, mas desta vez o grupo de participantes comeu duas pequenas barras de doces antes de iniciar o trabalho no computador. Os pesquisadores ficaram surpreendidos ao descobrir que depois de comer o chocolate, as pessoas não foram distraídas pelas imagens de alimentos com alto teor de gordura e calorias mais do que pelos alimentos saudáveis ou outros objetos.

 

Cunningham disse que os resultados demonstram que, mesmo quando a comida é inteiramente irrelevante, e mesmo quando as pessoas pensam que estão a trabalhar arduamente e concentradas, a comida tem o poder de se fazer notar e chamar a nossa atenção – pelo menos até comermos um pouco disso. «O que a sua avó lhe pode ter ditio sobre não ir à mercearia com fome parece ter um fundo de verdade. Provavelmente fará escolhas que não deve ou normalmente não faria», conclui.

 

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