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Estudo da ONU revela que existe no mundo um abismo digital de género

A estimativa é a de que a proporção de todas as mulheres que utilizam a Internet globalmente seja de 48%, enquanto que a dos homens é de 58%. O relatório ‘Medindo o Desenvolvimento Digital: Factos e Números 2019’ sugere que a maioria dos desconectados vive nos países menos desenvolvidos, onde apenas 20% estão ligados à Internet.

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Mais de metade da população mundial, ou seja 4,1 mil milhões de pessoas, utilizam a internet, sendo a sua maioria homens. Um novo estudo da União Internacional de Telecomunicações, braço da Organização das Nações Unidas, indica que existe um abismo digital de género, nomeadamente porque 58% de todos os homens têm acesso à Internet, baixando esta percentagem para 48% no caso das mulheres.

 

O uso da Internet continua a crescer globalmente. O número de utilizadores corresponde a 53,6% da população em todo o mundo. Mas, segundo a UIT, 3,6 mil milhões de pessoas continuam excluídas da comunicação online. O relatório ‘Medindo o Desenvolvimento Digital: Factos e Números 2019’ sugere que a maioria dos desconectados vive nos países menos desenvolvidos, onde apenas 20% estão ligados à Internet.

 

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O estudo indica que na maioria dos países do mundo os homens ainda têm mais acesso do que as mulheres ao poder transformador das tecnologias digitais. A acessibilidade e a falta de habilidades digitais continuam a ser algumas das principais barreiras à adoção e uso efetivo da internet, especialmente nos países menos desenvolvidos do mundo.

 

Em 40 dos 84 países sobre os quais existem dados disponíveis, menos da metade da população possui conhecimentos básicos de informática, como copiar um arquivo ou enviar um e-mail com um anexo. Embora sejam necessários mais dados, as descobertas iniciais indicam uma forte e premente necessidade de os governos se concentrarem em medidas para desenvolver habilidades digitais, particularmente nos países em desenvolvimento.

 

O relatório também aponta que a diferença de acesso entre homens e mulheres acontece em todas as regiões do mundo, exceto nas Américas e Europa, que têm quase paridade. Segundo a UIT, embora a diferença de género digital tenha diminuído nas Américas e na Europa, ela está a crescer em África, nos Estados Árabes e na região Ásia-Pacífico.  O secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, acredita que o relatório «é uma ferramenta poderosa para entender melhor os problemas de conectividade, incluindo a crescente divisão digital de género, num momento em que mais de metade da população mundial está a utilizar a internet».

 

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Dos 85 países que forneceram dados sobre a propriedade de telemóveis, 61 têm uma proporção maior de homens com telefones móveis do que mulheres. A diretora do Departamento de Desenvolvimento de Telecomunicações da UIT, Doreen Bogdan-Martin, destaca que «ligar os 3,6 mil milhões de pessoas que ainda estão offline ao poder das tecnologias digitais» deve ser uma das prioridades de desenvolvimento mais urgentes. Para ela, «a colaboração entre as partes interessadas será essencial para tornar a conectividade universal e significativa uma realidade para todos.»

 

O uso da internet nos países desenvolvidos chega a quase 87% dos indivíduos. A Europa é a região com o maior acesso, com 82,5%, enquanto que África é a região com o menor alcance, com 28,2%.

 

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