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Estudo comprova (finalmente) que restrição calórica ajuda a viver mais

Este é um relatório há muito aguardado. Os resultados deste teste resolvem finalmente esta controvérsia científica: a restrição calórica ajuda a prolongar a vida e a vive-la de forma mais saudável?

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Sim, é verdade. A restrição calórica ajuda realmente os macacos rhesus a terem vidas mais longas e saudáveis, segundo as conclusões resultantes de uma colaboração entre a Universidade de Wisconsin-Madison e o Instituto sobre o Envelhecimento, EUA.

 

Juntos, os laboratórios concorrentes analisaram dados recolhidos ao longo de muitos anos, incluindo dados de quase 200 macacos. Agora, os cientistas pensam que identificaram o motivo dos resultados diferentes encontrados em estudos anteriores.

 

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Os animais, nos dois estudos, tiveram dietas restritas em diferentes idades. A análise comparativa revela que comer menos é benéfico em primatas adultos e mais velhos, mas não é benéfico para animais mais jovens.

 

No grupo de macacos do Instituto, os macacos de controlo comeram menos do que no grupo de controlo de Wisconsin. Esta menor ingestão alimentar foi associada a uma sobrevivência melhorada em comparação com os controlos de Wisconsin. Desta forma, parece que pequenas diferenças na ingestão de alimentos em primatas pode afetar significativamente o envelhecimento e a saúde.

 

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Além disso, a composição da dieta era substancialmente diferente nos dois estudos. Os macacos do instituo comiam alimentos de origem natural e os macacos da universidade comiam alimentos processados ​​com maior teor de açúcar. Assim, os animais de controlo da Universidade de Wisconsin eram mais gordos do que os macacos de controlo do Instituto sobre o Envelhecimento, indicando que, em níveis não restringidos de ingestão de alimentos, o que é comido pode fazer uma grande diferença na quantidade de massa gorda e na composição corporal.

 

A equipa identificou, por fim, diferenças sexuais importantes na relação entre dieta, adiposidade (gordura) e sensibilidade à insulina, onde as fêmeas parecem ser menos vulneráveis ​​aos efeitos adversos da adiposidade do que os homens. Estas conclusões parecem ser particularmente importantee em primatas e crê-se serem traduzíveis para humanos.

 

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