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Estudo aconselha troca regular de óculos de sol

Um estudo realizado no Brasil confirma que as lentes não mantêm o mesmo nível de proteção depois de determinado período de exposição à radiação ultravioleta.

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Um estudo  brasileiro publicado na ‘Biomedical Engineering OnLine’ sugere a troca dos óculos de sol com frequência, pois a sua proteção UV pode deteriorar-se ao longo do tempo.

 

Não há efetivamente uma recomendação atual de quando se deve exatamente trocar os óculos antigos por uns novos. O estudo garante a extrema importância dessa mesma troca, na medida em que a exposição UV pode levar a danos na retina, cataratas ou outros problemas oculares a longo prazo.

 

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A investigação centra-se no sistema do Brasil para a classificação de óculos de sol por categoria, com base na escuridão da lente e do nível de proteção oferecido. Para a certificação das lentes, estas passam por um teste no qual são expostas a uma lâmpada solar que simula 450  watts durante 50 horas, a uma distância de 30 centímetros. Estes valores correspendem a dois dias completos de exposição média ao sol, no verão, ou quatros dias de exposição média solar, no inverno. No entanto, devido à proximidade do Brasil com o equador, o sol não é mais forte do que a média. Na realidade, o teste equivale a 23,5 horas de exposição ao sol na cidade de São Paulo.

 

Não há certezas científicas, pois o tema necessita de mais análise, mas Liliane Ventura, professora na Universidade de São Paulo, afirma à ‘Health’ que «não há meios para garantir que a proteção UV não muda ao longo do tempo».  O estudo refere ainda que a maioria dos brasileiros utiliza o mesmo par de óculos, todos os dias, durante cerca de dois anos.

 

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No Brasil e nos EUA, os sistemas de valores são diferentes em comparação com Portugal. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, os olhos devem ser protegido por lentes que contenham filtros UVA e UVB. Para uso geral, recomenda-se, na lista de categoria de proteção das lentes, a categoria 3. Para atividades de alto risco, como montanhismo ou desportos náuticos, recomenda-se a categoria 4.

 

O tamanho e a forma também importam. «Os maiores são melhores para atividades prolongadas ao ar livre», diz Jeff Pettey, porta-voz da ‘tThe American Academy of Ophthalmology’ à ‘Health’.

 

Ventura afirma que não há forma de saber quantas vezes os óculos de sol devem ser substituídos, mas recomenda que não se compre este tipo de acessório em locais onde os óculos já se encontram expostos ao sol: feiras, lojas de praia, etc.

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