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Estudo: 94% das famílias portuguesas consideram-se imperfeitas

As famílias portuguesas estão longe de ser perfeitas, mas o psicólogo Eduardo Sá recorda que não é por serem imperfeitas que as famílias não são felizes. Na altura em que se assinala o Dia Internacional da Família, a 15 maio, o tempo continua a ser o principal desafio a superar segundo um estudo sobre as famílias portuguesas agora divulgado.

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Perante este panorama das famílias Portuguesas, Eduardo Sá deixa algumas reflexões, que podem ajudar na dinâmica familiar:

– As famílias perfeitas são inimigas das boas famílias

– Uma família constrói-se todos os dias. Com pequenos gestos. E com pequenas birras, arrufos e acessos de “mau feitio” Que, todos juntos, dão mais calor ao colo, à conversa pelos cotovelos, ao mimo e à festa que só a (nossa) família sabe como se faz.

– Uma família nunca é silenciosa. Nem quando todos estamos em silêncio e nos escutamos uns aos outros com o coração. Uma família é barulhenta e desarruma. É amiga da algazarra. Uma família viva é uma casa que acolhe e acalenta. Mas que não deixa nunca de estar em construção.

– Numa família saudável, a mãe e o pai, por vezes, atrapalham-se, contradizem-se e contrariam-se. Mas é desse contraditório – que nunca tem descanso – que se chega à sabedoria, à justiça, ao amor e à paz.

 

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«Nós queremos, mesmo, que as famílias tenham o direito milenar a voltarem a ser iguais a si próprias: imperfeitas! E, quando estamos aconchegados nelas, queremos ter o direito a ser como somos. De “coração grande” e com “mau feitio”. E queremos o direito a rir sem motivo nenhum e a chorar, devagarinho, “por nada”; ou, unicamente, “porque sim”. E queremos ter o direito ao melindre e aos arrufos, ao desabafo e à lamúria. E o direito a dizer “Quero colo e pronto!”; e não se fala mais nisso», conclui o psicólogo.

 

O estudo foi realizado pela Netsonda, a 500 indivíduos, através de um inquérito on-line, com quotas de idade, género e região de acordo com a população Portuguesa. Foram inquiridos indivíduos entre os 18 e os 55 anos de idade, residentes em Portugal a viver com a sua família. A informação foi recolhida entre os dias 26 de março e 30 de abril de 2018.

 

A par do estudo, a marca vai lançar o movimento #AFAMILIAPRIMEIRO, que pretende aproximar a família neste dia, incentivando-os a dedicarem um bom e genuíno momento, nem que seja por cinco minutos, aos que estão sempre ao nosso lado. O desafio é registar e partilhar esse momento nas redes sociais através de uma fotografia com a hashtag #AFAMILIAPRFIMEIRO

 

 

 

 

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