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Estudo: 94% das famílias portuguesas consideram-se imperfeitas

As famílias portuguesas estão longe de ser perfeitas, mas o psicólogo Eduardo Sá recorda que não é por serem imperfeitas que as famílias não são felizes. Na altura em que se assinala o Dia Internacional da Família, a 15 maio, o tempo continua a ser o principal desafio a superar segundo um estudo sobre as famílias portuguesas agora divulgado.

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Os portugueses consideram-se bons pais, mas mais de 90% assumem que não são perfeitos, sendo que algumas das causas para as suas imperfeições têm a ver com a falta de paciência, o facto de “cederem com facilidade” ou, mesmo, perderem o controlo.

 

O estudo foi promovido pela Limiano, em colaboração com o psicólogo e professor, Eduardo Sá, no âmbito do Dia Internacional da Família, assinalado a 15 maio, com o objetivo de perceber o que preocupa as famílias portuguesas hoje em dia e compreender as principais características comportamentais e emocionais das famílias, assim como os desafios e necessidades do presente e do futuro.

 

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De acordo com o estudo, realizado pela Netsonda, o tempo surge como uma das grandes necessidades das famílias. 70% assume que passa pouco tempo em família, sendo também o principal elemento em falta para as famílias serem mais felizes. É à mesa, durante as refeições, que a maioria (90%), diz ter momentos de convívio familiar durante a semana e ao fim de semana.

 

Para 80% dos inquiridos, o trabalho é sinónimo de estabilidade financeira e, para 38%, de realização pessoal. Mas também é visto como “consumidor de tempo”, fazendo com que seja difícil de conciliar com a vida familiar. 67% da amostra total refere, mesmo, que o trabalho tira tempo para estar com a família.

 

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Chegadas a casa, depois de um dia de trabalho, mais de 80% das mulheres / mães, continuam a ter um papel de cuidadoras e responsáveis pelo lar. E quando surgem os filhos, estes passam a ser os atores principais e a principal fonte de preocupação das mães. No topo das suas preocupações estão a saúde dos filhos, a sua felicidade e educação. Sobre onde empregam melhor o seu tempo, para as mães é com os seus filhos, enquanto os maridos referem que onde empregam melhor o seu tempo é com as suas mulheres.

 

79% das famílias, considera que é a família que lhes dá maior suporte emocional, e onde se apresentam de forma mais verdadeira e “sem filtros”. 83% chega, mesmo, a afirmar que a simples circunstância de estarem juntos é, já por si, um momento de felicidade. Quando questionados sobre se há “espaço para serem mais felizes”, 95% afirma que sim! E “mais tempo em família” surge como o principal elemento em falta para todos.

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