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Estudar astrologia: conhecer as raízes da tradicional e adaptação à moderna

A forma como começamos a estudar astrologia envolve as consequências da forma como vamos atuar como profissionais da área. (Parte 1).

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Não podemos olhar apenas e só para astrologia moderna e não estudarmos as raízes da astrologia tradicional que é a base do conhecimento do pensamento astrológico. À medida que vamos aprofundado os conhecimentos “antigos”, podemos começar a vislumbrar um pequeno pensamento como usar o céu visível para as chamadas predições. Podemos ainda mesclar os pontos de vista e técnicas unificando as duas vertentes mais usadas em todo o mundo: astrologia tradicional e moderna; e ampliar os conhecimentos na prática da atuação do profissional.

 

Aos olharmos para ambas as vertentes, é importante vermos onde se encontram as diferenças, para podermos entender como unificá-las. Apenas farei uma síntese para o leitor poder entender. A astrologia tradicional (AT) aborda o tema do mapa natal (mapa de nascimento) na longevidade, vitalidade e carácter da pessoa, a astrologia moderna (AM) tem uma visão holística. Na AT, não olhamos para os modelos planetários, nem damos grande ênfase aos planetas que possuem o principal elemento, direcionam mais para o “ator” (planeta) no “palco” (casa astrológica).

 

Na AM, usamos as casas para descrever tendências comportamentais e ligamos os atores ao “cenário”, signos zodiacais. Para prática da AT, por exemplo, a casa 4 é a área de vida do pai, mas fala da figura concretamente, e não da forma como o indivíduo vê o pai como usamos na AM.  Mais outro exemplo para o leitor entender, ao olharmos a casa 2 do mapa natal, na AT fala do dinheiro e na AM falamos dos valores. Ao relacionarmos ambas, entendermos que o mundo evoluiu e as teorias de Freud e Jung levaram a uma astrologia mais humanista, despertada pelo grande astrólogo da época, Dane Rudhyar. Mas não devemos descurar da AT, de onde tudo nasceu e ter a consciência que eles eram assertivos nas suas predições.

 

Até ao século passado, os astrólogos não utilizavam os signos do zodíaco com qualidades intrínsecas ou como tipos de personalidade. Quando usamos a AM é natural que a distribuição dos planetas pelos signos zodiacais pese na análise, principalmente dos luminares (Sol e Lua) e ascendente, enquanto antigamente tudo era “pesado” e não se encontram registos de análises pelos signos. Na antiguidade e até muito recentemente os astrólogos não descreviam os signos de uma forma unificada, mas simplesmente listavam as suas qualidades. Por exemplo, o signo de carneiro era analisado como um signo bestial e não humano, e como signo cardinal estaria mais exposto publicamente, até porque faz parte do signo de ascendente.

 

O seguinte passo será procurar o regente de carneiro, Marte e para encontrar várias pistas da vida do indivíduo e da sua saúde. Ao encontramos a designação do elemento de fogo esta foi apenas encontrada na metade século XX direcionado a uma leitura mais comportamental. A AT estava mais preocupada em olhar o céu em busca dos planetas que estão visíveis e com mais luz, na AM olhamos para os eixos e os seus aspetos na busca de causas para determinados efeitos.

 

Ao aprofundarmos um pouco vamos encontrar a AT com duas divisões, a Helenista Grega e a Era Medieval. A Astrologia Helenista Grega tem muitas semelhanças com a Astrologia Védica da India, embora (haja diferenças importantes entre as duas) mas que deixarei para outro artigo. De salientar os nomes importantes dessa época sendo Vettius Valens Dorotheu de Sidon Anthiocus de Atenas e mais tarde o grande Cláudio Ptolomeu com o único almanaque algum dia realizado em Astrologia, o Tetrabiblos em 90 d.c.

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