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‘Estrago tudo quando vou jantar fora!’

Se dependermos da oferta de comida confecionada na restauração, pode ser difícil comer sempre saudavelmente, mas é possível minimizar o problema!

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Se a compra e confeção das refeições for da responsabilidade do consumidor, é claro que não é difícil, pelo contrário! Em Portugal, conseguimos obter uma grande variedade de produtos frescos, como boas carnes vermelhas e brancas, bons peixes de mar, bons vegetais e belíssima batata doce, frutas e oleaginosas, entre outros alimentos que podem fazer parte de uma alimentação saudável. Os mais caros são, infelizmente, os produtos chamados “biológicos”, ou seja, sem adição de pesticidas perigosos à saúde humana e sem serem sujeitos a modificação genética.

 

Mais caras ainda são as carnes de animais de pasto ou as aves de criação tradicional, tal como os respetivos ovos, e peixes de mar! Principalmente quando comprados em supermercado, principalmente os certificados como “bio”. Mesmo assim, eu diria que o investimento deve começar precisamente aí! Sem menosprezar a importância do investimento na área do exercício, como estratégias de linha da frente para garantir uma boa saúde, qualidade de vida e longevidade.

 

Muitas pessoas referem que, quando em momentos sociais, normalmente em ambiente de restauração, têm grande dificuldade em comer de forma saudável. Não posso concordar totalmente, pois se a atitude de procurar comer bem se mantiver, ela consegue prevalecer mesmo em convívio social, em restaurantes ou em casa de amigos. Além disso, existe sempre a decisão consciente de, pontualmente, abrir uma exceção que carinhosamente, na área do fitness, chamamos de “cheat meal”.

 

Aqui vão algumas dicas para comer bem em restaurantes, não sendo eu nutricionista:

– Estude bem a ementa e faça perguntas sobre a mesma, a fim de não ser surpreendido quando a comida chegar à mesa.

– Caso seja necessário, peça alterações na ementa, de acordo com o que deseja comer; a mim acontece-me muitas vezes desprezar algum acompanhamento à peça de carne ou peixe, a favor de uma dose extra de vegetais.

– Aquelas entradas em cima da mesa? Aquele pão? Não é obrigado a comer! Ou então selecione o que lhe convém: por exemplo as azeitonas, quase sempre presentes nas mesas dos nossos restaurantes. E porque não pedir uma salada como entrada?

– Quer pedir uma bebida? Porque não começar com uma bela limonada sem açúcar? Depois poderá equacionar: se é um dia mais festivo em que deseja tomar alguma bebida alcoólica, como um vinho, por exemplo, ou se fica bem assim. Mate a sede primeiro!

 

Relativamente à qualidade da comida fornecida nos restaurantes em geral, ela é pobre ou muito cara, comparada com o que podemos consumir em casa. E porquê? Porque o objetivo de qualquer negócio de restauração é faturar! E o nosso objetivo ao fazer compras poderá ser o de comprar o melhor produto possível, para bem da nossa saúde. Claro que isso custa mais caro, mas, lá está, deverá estar no topo das prioridades dos nossos investimentos em saúde, imediatamente seguido do investimento na área do exercício.

 

O melhor investimento de saúde começa na boca, selecionando os melhores nutrientes, e segue diretamente para os músculos, órgãos imensamente menosprezados e da maior importância para a saúde de todos os outros, incluindo o seu cérebro e o seu coração (tal como todos os sistemas, com especial atenção ao sistema neuro-endócrino). Aqui o investimento consiste em encontrar alguém que o ajude a selecionar os melhores exercícios para o seu perfil biomecânico e metabólico, tal como é bom ter alguém que o ensine a selecionar os melhores alimentos para otimizar o seu perfil bioquímico!

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