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Estilo de vida não saudável aumenta risco de enfarte nas mulheres

As mulheres após a menopausa, hipertensas, diabéticas e obesas têm maior risco de enfarte com aumento da mortalidade, alerta a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular.

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Por altura do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) recorda que cada vez mais mulheres sofremd e problemas cardiovasculares, muito devido ao estilo de vida não saudável que levam.

 

Neste sentido, a APIC vai promover uma ação de sensibilização para o enfarte agudo do miocárdio, no próximo dia 8 de março, entre as 8h30 e as 11h30, no Hospital Fernando Fonseca, na Amadora. A iniciativa assinala as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

 

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«Todos os anos, mais mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares, em Portugal. Este aumento deve-se sobretudo à adoção de um estilo de vida não saudável, com uma alimentação menos cuidada, aliada ao sedentarismo, que tem feito aumentar a incidência de obesidade nas mulheres. Também o tabagismo tem aumentado essencialmente nas mulheres jovens, o que está associado a um maior risco cardiovascular, nomeadamente o enfarte do miocárdio nessa faixa etária. É por isso necessário sensibilizar as mulheres para o enfarte agudo do miocárdio, como preveni-lo e como reconhecer os sintomas», alerta João Brum Silveira, presidente da APIC.

 

Os sintomas mais comuns de enfarte são a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância. A pessoa deve evitar tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios.

 

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De acordo com Pedro Farto e Abreu, coordenador nacional da iniciativa Stent Save a Life, «também existem diferenças entre os fatores de risco nos homens e nas mulheres. Em geral, a doença coronária manifesta-se na mulher 10 anos mais tarde do que nos homens. As mulheres após menopausa, hipertensas, diabéticas e/ou obesas, têm maior risco de enfarte com aumento da mortalidade. Também as mulheres mais jovens, que sejam fumadoras e que ao mesmo tempo façam contraceção hormonal, têm mais precocemente risco acrescido de enfarte».
Apesar das diferenças nos fatores de risco, entre homens e mulheres, a prevenção deve ser a mesma: praticar exercício físico, não fumar, ter uma alimentação saudável e consultar um médico regularmente.

 

O enfarte agudo do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando uma ou mais das artérias que irriga o coração fica obstruída, o que impede a passagem das quantidades de sangue e oxigénio necessárias ao normal desenvolvimento deste músculo. Mais informação em www.apic.pt

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