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Estigmas com o peso começam logo em criança, revela estudo

O estudo realizado em Inglaterra mostra como o tratamento da obesidade tem de ser feito de forma integral - corpo e mente - e não atacando apenas uma disciplina.

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As crianças até aos três anos são estigmatizadas por causa do seu peso e as crianças até aos seis anos já se preocupam com a sua imagem corporal, de acordo com uma nova pesquisa realizada na Universidade Leeds Beckett, Inglaterra.

 

O presente estudo analisou o modo como o estigma e a discriminação podem aumentar muito as probabilidades de se sofrer de problemas de saúde mental, como stresse e ansiedade, e concluiu que há uma ligação vital entre a obesidade e a psicopatologia. A análise revela que mesmo depois de se perder peso as pessoas podem manter sintomas como depressão e ansiedadade.

 

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«A importância do estigma e da discriminação associada não pode ser desvalorizada, dado que o estigma do peso pode levar a uma pior imagem corporal, baixa autoestima, marginalização, que, por sua vez, leva à exclusão social, redução da qualidade de vida, abuso de substâncias e até suicídio», afirma Stuart Flint, líder do estudo.

 

O psicólogo, que analisa os efeitos da obesidade na mente, defende que a obesidade deve ser combatida de forma integral, e não apenas atacando uma linha de ação. «Há provas de que intervenções de uma disciplina específica são redundantes e não levam  a perdas de peso a longo prazo. Fornecer cuidados de saúde que combatam o estigma são de grande importância, pois o estigma tem o potencial de reduzir os efeitos de intervenções a outros níveis», explica o psicólogo.

 

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Segundo o estudo, as pessoas obesas que têm preocupações psicopatológicas apresentam um maior risco de sofrer de doenças associadas e morte prematura. «A alimentação e a inatividade física têm sido associadas à depressão e estados de humor. O estudo revela que há um fundamento forte para promover o exercício e a alimentação saudável», acrescenta.

 

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