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Estado civil influencia recuperação no pós-operatório

Estudo comprova que doentes cardíacos, submetidos a cirurgias, que sejam divorciados, separados ou viúvos têm maior probabilidade de morrer do que os doentes que são casados.

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Um novo estudo da Universidade da Pensilvânia, desenvolvido por cientistas da escola de Medicina de Perelman, concluiu que o universo de pacientes (nos dois primeiros anos após cirurgia cardíaca) divorciados, separados ou viúvos tem maior probabilidade, cerca de 40%, de morrer ou de desenvolver uma nova incapacidade funcional.

 

«Embora o estudo tenha estabelecido que as chances de sobrevivência, após a cirurgia, sejam maiores para as pessoas casadas, não sabemos se o casamento será a solução para um pós-operatório de sucesso», adiantou Mark Neuman, co-autor da investigação.

 

Segundo o cientista, o facto de se ter chegado a esta conclusão é um «elemento útil para identificar os pacientes que precisem de apoio em intervenções específicas destinadas a melhorar a recuperação funcional».

 

O estudo utilizou um banco de dados da Universidade do Michigan que teve como universo de estudo cerca de 30 mil adultos, com idades superiores a 50 anos, cujo objetivo foi analisar entrevistas de pacientes que eram ouvidos a cada dois anos (desde 1998) sobre o estado da sua saúde, as suas rotinas, cuidados médicos e estrutura familiar.

 

A equipa de investigadores analisou dados das entrevistas de 2004, 2006, 2008 e 2010 e incluiu os 1.576 indivíduos que relataram terem sido submetidos a cirurgia cardíaca. Foram recolhidas informações demográficas, incluindo o estado civil, idade, sexo. Para além disto ainda analisaram a dependência pré-operatória em seis atividades do dia-a-dia: vestir, destreza dos movimentos, tomar banho, comer, ir à casa de banho, entrar e sair da cama.

 

No momento da entrevista inicial, 65 por cento dos inquiridos eram casados, 12 por cento eram divorciados ou separados, 21 por cento eram viúvos e dois por cento nunca tinham casado.

 

Nas entrevistas realizadas no período pós-operatório 19 por cento dos inquiridos eram casados, 29 por cento eram divorciados ou separados, 39 por cento eram viúvos e 20 por cento daqueles que nunca tinham sido casados tinham morrido ou desenvolveram uma nova deficiência.

 

A conclusão do estudo, comparativamente, aos indivíduos que eram casados nas entrevistas de base, as chances de morte ou de desenvolver uma nova incapacidade funcional, durante os dois primeiros anos após cirurgia cardíaca, foram 40 por cento maior no universo dos indíviduos divorciados, separados ou viúvos.

 

Apesar da conclusão do estudo, os investigadores Neuman e Werner supõem que estes elementos podem estar «relacionados com questões de cariz social e isso pode influenciar a escolha hospitais por parte dos pacientes, bem como a escolha dos cuidados médicos».

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