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Subir escadas ajuda a manter o cérebro jovem

Com este estudo chega-se à conclusão de que o melhor é evitar o elevador e não desistir da escola.

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Subir escadas é uma ação normalmente associada à intenção de manter o corpo forte e saudável. Mas uma investigação liderada por Jason Steffener, um cientista da Universidade de Concórdia, Canadá, concluiu que a saúde do cérebro também beneficia desse exercício.

 

Estudar também ajuda a manter o cérebro jovem. Por isso, se juntar o estudo com a súbida de escadas, pode conseguir anos de ‘juventude’ cerebral. Tal deve-se, em parte, à quantidade de anos de escolaridade completada e à quantidade de escadas que se sobe. Estas duas componentes promovem um cérebro mais jovem.

 

O estudo, publicado na ‘Neurobiologia do Envelhecimento’, relata que a idade do cérebro diminui cerca 0,95 anos por cada ano escolar e 0,58 anos por cada lance de escadas subido diariamente, desde que sejam escadas que o levem de um andar para outro, num edifício.

 

Atualmente, são vários os anúncios que já promovem a subida de escadas, mas Steffener espera que este estudo mostre a este tipo de campanhas publicitárias se devem expandir para adultos mais velhos, «para que possam manter os seus cérebros mais jovens», partilhou o cientista no site oficial da Universidade de Concórdia.

 

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Para o estudo, os investigadores utilizaram imagens de ressonância magnética para examinar de forma não invasiva os cérebros de 331 adultos saudáveis, sendo que as idades variaram entre os 19 e os 79 anos.

 

Foi medido o volume de matéria cinzenta encontrada nos cérebros dos participantes porque o seu declínio, causado pelo encolhimentos neural e perda neuronal, é uma parte muito visível do processo de envelhecimento cronológico. De seguida, comparou-se o volumo do cérebro ao número de lances de escada subidos, relatado pelos participantes, e os anos de escolaridade completos.

 

Os resultados foram claros: Quanto mais lances de escadas subidos e mais anos de escolaridades concluídos, mais jovem o cérebro foi encontrado.

 

«Este estudo mostra que a educação e a atividade física afeta a diferença entre a previsão de idade fisiológica e de idade cronológica e que as pessoas podem realmente fazer alguma coisa para manter os seus cérebros jovens», disse o Steffener, o líder do estudo, no site oficial da UC. «Em comparação com muitas outras formas de atividade física, subir escadas é algo que a maioria dos adultos mais velhos podem e já fazem, pelo menos uma vez por dia, ao contrário de outras formas vigorosas de atividade física».

 

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