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Esporão do calcanhar: fatores de risco e tratamento

O esporão do calcanhar é uma das mais de 300 condições patológicas que podem afetar os nossos pés e consiste numa protuberância óssea que se forma no osso do calcanhar, o calcâneo. Esta patologia é mais comum no sexo feminino, muito em virtude de uma má escolha do calçado, e em pessoas com excesso de peso, sobretudo acima dos 40 anos, devido ao desgaste natural.

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Consequência de um processo fisiológico causado pela calcificação dos tecidos, este problema tem origem numa inflamação resultante de uma elevada e repetida pressão na planta do pé.

 

Normalmente, o esporão do calcanhar manifesta-se por uma dor intensa nesta zona, semelhante a uma picada, uma vez que a este se associa a inflamação da fáscia plantar (fascite plantar), uma banda de tecido fibroso que liga o calcanhar aos dedos, que tipicamente se faz sentir quando nos levantamos da cama pela manhã e damos os primeiros passos.

 

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Ainda que, muitas vezes, as inflamações que levam à formação desta pequena projeção de osso provoquem dor aguda, principalmente ao caminhar, correr ou saltar, cerca de 27% da população portuguesa sofre deste problema de forma assintomática.

 

Fatores de risco

Entre os fatores de risco que propiciam o desenvolvimento do esporão do calcanhar e da fascite plantar incluem-se a idade (faixa etária acima dos 40 anos), a obesidade, a utilização de calçado inapropriado, a presença de pé plano ou pé cavo, bem como a prática de atividades desportivas que implicam tensão sobre o calcanhar, como a corrida.

 

O diagnóstico do esporão do calcanhar é realizado com recurso a uma radiografia ou a uma ressonância magnética, sendo também importante fazer uma avaliação morfológica do pé, realizada por um podologista, para um tratamento adequado e atempado.

 

Este pode passar pelo uso de palmilhas personalizadas, fisioterapia e anti-inflamatórios, com o objetivo de reduzir a dor. Quando estes métodos não se revelam eficazes, a cirurgia é o tratamento que permite eliminar definitivamente a saliência óssea.

 

Para evitar o surgimento desta patologia é recomendável a realização de um correto aquecimento, antes da prática de exercício físico, contudo, a carga de atividade física deve também ser controlada.

 

Além disso, é importante escolher o calçado adequado ao tipo de pé e apoio plantar, bem como à atividade do utilizador, sendo que os sapatos de salto alto e bicudos à frente devem ser evitados. O controlo do peso é também fundamental, de modo a que não se verifique uma sobrecarga dos membros inferiores, o que agrava a dor e a inflamação.

 

Por Francisco Oliveira Freitas

Podologista

 

 

 

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