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Esclerose múltipla: inovação no tratamento da doença

No Dia Mundial da Esclerose Múltipla, assinalado a 30 de maio, a neurologista Marisa Brum põe-nos a par das mais recentes terapêuticas para combater esta doença que afeta cerca de oito mil portugueses, sobretudo jovens adultos e com maior incidência em mulheres.

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A Esclerose Múltipla (EM) afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e é uma doença crónica, inflamatória e progressivamente degenerativa do sistema nervoso central. Em Portugal, estima-se que cerca de oito mil pessoas tenham a doença, principalmente jovens adultos, entre os 20 e os 40. A incidência é maior nas mulheres, tal como a maioria das doenças autoimunes.

 

A doença manifesta-se por diferentes sintomas. Os sintomas iniciais mais frequentes são habitualmente a nevrite ótica ou falta de força ou sensibilidade nos membros. Uma vez que estes sintomas ocorrem em diversas doenças neurológicas, o diagnóstico inicial correto pode ser um desafio para o neurologista.

 

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Os sintomas podem ser muito variados e manifestarem-se com maior ou menor frequência de pessoa para pessoa: a fadiga é um sintoma frequente e corresponde a um cansaço extremo após um pequeno esforço; a nevrite ótica corresponde a queixas de visão turva, “enevoada” ou baixa de visão; perda da força muscular nos braços e pernas; as alterações da sensibilidade, podem ser como uma sensação de encortiçamento dos membros, ou sensação de formigueiros ou picadas; equilíbrio – por exemplo dificuldade em agarrar pequenos objetos ou sensação de caminhar como se tivesse embriagado; alterações urinárias – que por um lado pode se manifestar por dificuldade em urinar ou em esvaziar completamente a bexiga (a isto chama-se «retenção» urinária), ou a «urgência urinária», ou seja vontade de urinar frequente, súbita e difícil de adiar e alteração de humor e depressão.

 

Sabemos atualmente que quanto mais precoce o diagnóstico e o inicio do tratamento melhor será a evolução da doença. Nas últimas duas décadas, tem-se assistido ao desenvolvimento de diversos tratamentos com impacto na evolução da doença. A maioria dos tratamentos existentes nas últimas duas décadas são medicamentos injetáveis. Estes medicamentos apesar da forma de administração mais invasiva são medicamentos seguros e com poucos efeitos adversos.

 

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Em 2003 e em 2009 foram aprovadas pela FDA novas terapêuticas não injetáveis mais eficazes, no entanto, podem causar, em alguns casos, efeitos secundários mais consideráveis, e como tal são poupados para os doentes que tenham uma forma mais agressiva da doença (considerados medicamentos de 2º linha).

 

Atualmente dispomos de um novo tratamento, para os doentes com forma muito ativa, inovador devido ao seu mecanismo de atuação. Este medicamento reduz seletivamente as células que causam a doença, e como tal permite um tratamento com poucos efeitos adversos e muito eficaz.

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