Home»LAZER»DICAS & VIAGENS»Ericeira, terra de ouriços e do mar das sete ondas

Ericeira, terra de ouriços e do mar das sete ondas

Outrora chamada Ouriceira, consta que o seu nome deriva dos inúmeros ouriços do mar presentes na sua costa, que muitos atrai para o Festival Internacional do Ouriço-do-Mar, a decorrer entre os dias 29 de março e 7 de abril. Mas não só. Também lhe são conhecidas as suas ondas. Tem sete identificadas que são Reserva Mundial de Surf desde 2011. É a segunda reserva distinguida a nível mundial, permanecendo a única da Europa até hoje. Conheça melhor esta vila do concelho de Mafra.

Pinterest Google+
PUB

A Ericeira é uma vila localizada a 35 km acima de Lisboa, a 18 km de Sintra e a 8 km de Mafra. Para lá chegar, viajámos pela Nacional 247, uma estrada que atravessa terras e terriolas até chegar ao mar. Mas também pode vir pela A21 e chegar rapidamente ao centro da Ericeira. Mas preferimos esta entrada pelo sul da vila. Uma paragem num miradouro permite-nos as primeiras fotos, aquelas que constam dos postais da Ericeira, com o mar à esquerda e o recorte dos casarios a sobrancearem-se sobre o mar à direita.

 

Outrora chamada Ouriceira, consta que o seu nome deriva dos inúmeros ouriços do mar presentes na sua costa e que fazem parte do roteiro gastronómico dos muitos dos que visitam esta pitoresca vila do concelho de Mafra. Mas esta é uma versão. Outras linhas de investigação ditam que o nome foi dado a esta povoação pelos ouriços que vivem em terra, os caixeiros. Seja como for, que é terra de ouriços ninguém duvida.

 

VEJA TAMBÉM: FESTIVAL DO OURIÇO-DO-MAR REGRESSA À ERICEIRA

 

E é terra de ondas também. Ou melhor, é mar de ondas. Tem sete identificadas em quatro quilómetros, que são Reserva Mundial de Surf desde 2011, epíteto atribuído pela organização internacional Save the Waves Coalition. É a segunda reserva distinguida a nível mundial, permanecendo a única da Europa até hoje. Os critérios que conduziram ao seu reconhecimento oficial foram a qualidade e a consistência das ondas, a importante história e cultura de surf local, a riqueza e sensibilidade ambiental da área e, ainda, a forte mobilização da comunidade.

 

A Reserva Mundial de Surf da Ericeira estende-se entre as praias da Empa e de São Lourenço, numa faixa costeira que concentra sete ondas de classe mundial neste espaço de apenas quatro mil metros. Uma visita ao Centro de Interpretação do Surf, localizado no centro da vila, na Praça da República, permite descobrir tudo sobre elas, que umas são boas para os iniciados, outras apenas para os afoitos e profissionais, que umas viram sempre à esquerda ou que outras despejam sempre uma enorme massa de água.

 

VEJA TAMBÉM: UM PASSEIO POR SINTRA: O QUE NÃO PODE PERDER

 

Uma mesa interativa permite acionar luzes e conhecer a altura de cada onda, nível de dificuldade, o seu comprimento, tipo de onda, etc.. Há ondas para servir todos os gostos, o que explica a Ericeira como a Meca do surf em Portugal, desde que na década de 1970 começaram a chegar os primeiros surfistas a estas praias.

 

Quer saber os nomes destas ondas? Cá vai:  Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. A Cave é só para profissionais, é a mais perigosa porque parte de uma súbita placa de recife que não conecta com a terra e que provoca uma sucção de água e um tubo só surfável por experientes, e mesmo estes com proteção. Por outro lado, a Ribeira d’Ilhas é a mais popular, ficamos a saber. A praia que deu nome à onda tem a configuração de um anfiteatro natural. Recebe todo o tipo de ondulações e funciona com todas as marés, ou seja, a natureza criou o palco ideal para os campeonatos de surf, nacionais e mundiais, que por aqui passam.

 

VEJA TAMBÉM: FESTIVAL ISLÂMICO DE MÉRTOLA REGRESSA COM MÚLTIPLAS ALUSÕES AO MUNDO ÁRABE

 

Prosseguimos o nosso passeio em direção às Furnas, bem junto ao mar. Era aí que os mariscadores guardavam o marisco apanhado para se manter fresco, em sulcos criados nas rochas. Hoje fazem parte do roteiro de passeio onde se pode apreciar esta beleza da natureza que é o mar da Ericeira.

 

E continuamos. Esta pacata vila descobre-se muito bem a pé. É, aliás, desta forma que se descobrem cantos e recantos de casinhas brancas com barras azuis e azulejos. Muitos azulejos adornam as casas mais antigas. Também nos deparamos com fontes que nos remetem para um passado em que a água potável era escassa e partilhada entre todos. Esta é vila é muito antiga e preserva os seus valores que lhe dão alma.

 

Artigo anterior

Obesidade acelera início da puberdade nos meninos

Próximo artigo

Sangue: dar (mais) para salvar