Home»FOTOS»Enxaqueca é a cefaleia primária mais conhecida e incapacitante

Enxaqueca é a cefaleia primária mais conhecida e incapacitante

A enxaqueca é uma doença neurológica, com crises de gravidade variável e sintomas que incluem dor de cabeça, náuseas, vómitos e sensibilidade à luz. Afeta de forma significativa a vida pessoal e profissional de quem dela padece.

Pinterest Google+

«A enxaqueca é um distúrbio primário de cefaleia, provavelmente com base genética. A ativação de um mecanismo nas profundezas do cérebro causa a libertação de substâncias inflamatórias produtoras de dor ao redor dos nervos e vasos sanguíneos da cabeça. A razão porque acontece periodicamente e o que está por detrás da resolução espontânea de ataques é incerto», começa por definir a Aliança Europeia para as Enxaquecas e Cefaleias (AEEC) sobre aquela que é a cefaleia primária mais conhecida e incapacitante. Afeta as mulheres duas a três vezes mais do que os homens, estimando-se que um em cada dez adultos sofra desta patologia.

 

A enxaqueca é um tipo especial de dor de cabeça, com crises que duram desde algumas horas até vários dias e que se repetem desde uma a duas vezes por ano até várias vezes por mês.  É portanto uma condição que afeta significativamente a vida pessoal e profissional de quem dela padece. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a enxaqueca é a 8ª causa a nível mundial de anos vividos com incapacidade, quando consideradas todas as doenças conhecidas no mundo.  Estima-se que a enxaqueca custe anualmente 27 mil milhões de euros na Europa.

 

VEJA TAMBÉM: FORMAS DE PREVENIR E TRATAR UMA DOR DE CABEÇA

 

Em julho passado, a AEEC e a Novartis apresentaram as conclusões do maior estudo mundial de pessoas com enxaqueca realizado até à data, envolvendo mais de 11 mil pessoas de 31 países. O estudo ‘My Migraine Voice’ envolveu pessoas com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e uma cota pré-definida de 90% de pessoas com pelo menos um tratamento preventivo. Os resultados revelaram que a enxaqueca reduz a produtividade no trabalho para metade. Em média, 60% dos entrevistados referiu ter faltado a quase uma semana de trabalho (4,6 dias) no último mês devido à enxaqueca.

 

«A enxaqueca é frequentemente subvalorizada como sendo apenas uma dor de cabeça. Estes resultados trazem uma nova perspetiva sobre uma doença invisível, ainda que debilitante», afirma Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva e ex-presidente da AEEC, num comunicado divulgado pela Novartis. «Apesar de viverem com uma condição altamente incapacitante, estas pessoas esforçam-se por ser produtivas, mas precisam de maior alívio dos sintomas e apoio no local de trabalho, para conseguir atingir o seu potencial em pleno. A EMHA está envolvida em várias iniciativas que estão comprometidas em contribuir para esta causa», acrescenta.

 

Apesar do impacto devastador da enxaqueca, os entrevistados partilharam que, embora a maioria de empregadores (63%) tenha conhecimento da sua condição, apenas 18% ofereceram apoio. Além disso, muitos afirmaram sentir-se julgados, estigmatizados ou incompreendidos ao faltar ao trabalho, ilustrando assim a necessidade de sensibilização das entidades empregadoras.

 

VEJA TAMBÉM: ALIMENTOS QUE PODEM SUSCITAR DORES DE CABEÇA

 

A enxaqueca ocorre frequentemente durante a idade ativa, entre os 35 e os 45 anos de idade, resultando frequentemente em incapacidade temporária durante as crises. As pessoas podem ficar incapacitadas devido aos sintomas, que podem durar dias. A enxaqueca é onerosa para a sociedade, com custos totais estimados entre 18 e 27 mil milhões de euros na Europa,

 

Segundo o Hospital da Luz, os fatores que mais frequentemente desencadeiam as crises de enxaqueca são:

  • Fatores hormonais, nas mulheres, como a menstruação, a ovulação, tratamentos hormonais ou a toma de pílula anticoncetiva
  • Fatores emocionais tais como a ansiedade, o stress e relaxamento após stress e a depressão
  • Alterações do sono, como dormir de menos ou dormir demais
  • Fatores ambientais tais como alterações meteorológicas, viagens prolongadas, ou exercício físico
  • Exposição a estímulos olfativos, visuais ou sonoros, como cheiros intensos a perfumes, tintas, tabaco, exposição a luz ou ruídos intensos e fatores alimentares como jejum prolongado, ingestão de bebidas alcoólicas ou de excesso de cafeína.

 

Aprenda algumas dicas naturais para aliviar este problema na galeria no início do artigo.

Artigo anterior

Prepare-se para dormir bem: dicas de uma médica

Próximo artigo

Alimentos altos em colesterol... mas saudáveis