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Enxaqueca é a cefaleia primária mais conhecida e incapacitante

A enxaqueca é uma doença neurológica, com crises de gravidade variável e sintomas que incluem dor de cabeça, náuseas, vómitos e sensibilidade à luz. Afeta de forma significativa a vida pessoal e profissional de quem dela padece. A 12 de setembro assinala-se o Dia Europeu de Ação Contra a Enxaqueca.

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«A enxaqueca é um distúrbio primário de cefaleia, provavelmente com base genética. A ativação de um mecanismo nas profundezas do cérebro causa a libertação de substâncias inflamatórias produtoras de dor ao redor dos nervos e vasos sanguíneos da cabeça. A razão porque acontece periodicamente e o que está por detrás da resolução espontânea de ataques é incerto», começa por definir a Aliança Europeia para as Enxaquecas e Cefaleias (AEEC) sobre aquela que é a cefaleia primária mais conhecida e incapacitante. Afeta as mulheres duas a três vezes mais do que os homens, estimando-se que um em cada dez adultos sofra desta patologia.

 

A enxaqueca é um tipo especial de dor de cabeça, com crises que duram desde algumas horas até vários dias e que se repetem desde uma a duas vezes por ano até várias vezes por mês.  É portanto uma condição que afeta significativamente a vida pessoal e profissional de quem dela padece. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a enxaqueca é a 8ª causa a nível mundial de anos vividos com incapacidade, quando consideradas todas as doenças conhecidas no mundo.  Estima-se que a enxaqueca custe anualmente 27 mil milhões de euros na Europa.

 

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Em julho passado, a AEEC e a Novartis apresentaram as conclusões do maior estudo mundial de pessoas com enxaqueca realizado até à data, envolvendo mais de 11 mil pessoas de 31 países. O estudo ‘My Migraine Voice’ envolveu pessoas com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e uma cota pré-definida de 90% de pessoas com pelo menos um tratamento preventivo. Os resultados revelaram que a enxaqueca reduz a produtividade no trabalho para metade. Em média, 60% dos entrevistados referiu ter faltado a quase uma semana de trabalho (4,6 dias) no último mês devido à enxaqueca.

 

«A enxaqueca é frequentemente subvalorizada como sendo apenas uma dor de cabeça. Estes resultados trazem uma nova perspetiva sobre uma doença invisível, ainda que debilitante», afirma Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva e ex-presidente da AEEC, num comunicado divulgado pela Novartis. «Apesar de viverem com uma condição altamente incapacitante, estas pessoas esforçam-se por ser produtivas, mas precisam de maior alívio dos sintomas e apoio no local de trabalho, para conseguir atingir o seu potencial em pleno. A EMHA está envolvida em várias iniciativas que estão comprometidas em contribuir para esta causa», acrescenta.

 

Apesar do impacto devastador da enxaqueca, os entrevistados partilharam que, embora a maioria de empregadores (63%) tenha conhecimento da sua condição, apenas 18% ofereceram apoio. Além disso, muitos afirmaram sentir-se julgados, estigmatizados ou incompreendidos ao faltar ao trabalho, ilustrando assim a necessidade de sensibilização das entidades empregadoras.

 

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A enxaqueca ocorre frequentemente durante a idade ativa, entre os 35 e os 45 anos de idade, resultando frequentemente em incapacidade temporária durante as crises. As pessoas podem ficar incapacitadas devido aos sintomas, que podem durar dias. A enxaqueca é onerosa para a sociedade, com custos totais estimados entre 18 e 27 mil milhões de euros na Europa,

 

Segundo o Hospital da Luz, os fatores que mais frequentemente desencadeiam as crises de enxaqueca são:

  • Fatores hormonais, nas mulheres, como a menstruação, a ovulação, tratamentos hormonais ou a toma de pílula anticoncetiva
  • Fatores emocionais tais como a ansiedade, o stress e relaxamento após stress e a depressão
  • Alterações do sono, como dormir de menos ou dormir demais
  • Fatores ambientais tais como alterações meteorológicas, viagens prolongadas, ou exercício físico
  • Exposição a estímulos olfativos, visuais ou sonoros, como cheiros intensos a perfumes, tintas, tabaco, exposição a luz ou ruídos intensos e fatores alimentares como jejum prolongado, ingestão de bebidas alcoólicas ou de excesso de cafeína.

 

Aprenda algumas dicas naturais para aliviar este problema na galeria no início do artigo.

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