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Envio de mensagens de texto afeta resultados escolares

As raparigas adolescentes que enviam mensagens de texto compulsivamente têm mais probabilidades de ter maus resultados académicos do que os rapazes, explica um estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia

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Um estudo publicado no jornal “Psicologia da Cultura Popular dos Media” da Associação Americana de Psicologia afirma que os resultados escolares das adolescentes do sexo feminino são mais facilmente afetados pelo ato compulsivo de enviar mensagens de texto do que os dos adolescentes do sexo masculino.

 

«Parece que é a natureza compulsiva por detrás do ato de enviar mensagens, e não a sua frequência, que é problemática», explica a líder da investigação Kelly M. Lister-Landman, da Universidade de Delaware. «Enviar mensagens compulsivamente é mais complexo do que enviar muitas mensagens. Envolve tentar deixar de enviar mensagens e falhar esta tentativa, tornar-se defensivo quando desafiado acerca do seu comportamento e sentir-se frustrado quando não se atinge o objetivo.»

 

As mensagens de texto são atualmente o método de comunicação preferido dos adolescentes. Nos Estados Unidos, em média um adolescente envia e recebe 167 mensagens por dia, de acordo com dados de um estudo desenvolvido por Lenhart em 2012. O mesmo estudo mostrou que 63 por cento dos adolescentes envia mensagens diariamente, enquanto apenas 39 por cento faz chamadas de voz.

 

Para este estudo, que os investigadores dizem ser o primeiro a relacionar o envio compulsivo de mensagens com os maus resultados escolares, a equipa entrevistou 403 alunos (211 raparigas e 192 rapazes) entre o oitavo e o décimo primeiro ano de estudos numa escola duma zona semi rural nos Estados Unidos.

 

A equipa desenvolveu uma Escala de Envio de Mensagens Compulsivas para examinar se esta atividade interferia com a capacidade dos estudantes completarem outras tarefas; para medir o nível de preocupação dos adolescentes enquanto estes enviavam mensagens e se eles tentavam esconder este comportamento, entre outros fatores. Os estudantes também completaram um questionário sobre os seus resultados académicos e sobre a sua experiência escolar. Apenas as raparigas mostraram uma associação negativa entre enviar mensagens de texto e a vida escolar incluindo notas, amigos na escola e sentir-se realizado nos estudos.

 

«As raparigas não enviam mais mensagens do que os rapazes, explica a especialista, mas parecem fazê-lo por razões diferentes: «De acordo com informação que temos disponível sobre a utilização da internet, sabemos que os rapazes a usam para procurar informação, enquanto as raparigas preferem a interações social online». Ainda, «as raparigas nesta idade estão mais sujeitas a ter pensamentos obsessivos e preocupados. Como tal, é provável que a natureza das mensagens enviadas por raparigas cause mais distração da vida académica.»

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