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Entidades mundiais unem-se pela distribuição igualitária da vacinação

OMS, UNICEF, Cruz Vermelha e UNHCR são algumas das entidades signatárias de uma carta aberta que apela ao esforço global, entre os quais a distribuição igualitária de vacinas, como única forma de combater a COVID-19 de forma eficaz.

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Catorze entidades mundiais divulgam hoje uma carta aberta a apelar ao esforço global e concertado como única forma de vencer a pandemia de COVID-19. A  distribuição igualitária da vacinação e a partilha de conhecimento e tecnologias estão entre os esforços necessários para se dar uma resposta eficaz a nível global.

 

«A distribuição equitativa de vacinas é um imperativo humanitário. Há uma escolha. O mundo dos próximos 10 anos pode ser um mundo de maior justiça, abundância e dignidade. Ou pode ser um mundo de conflito, insegurança e pobreza», advertem os signatários, responsáveis de entidades como a OMS, UNICEF, Cruz Vermelha e Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

 

A carta, intitulada ‘Ninguém está seguro até que todos estejam seguros – por que precisamos de uma resposta global para COVID-19’, ressalta que variantes do vírus, potencialmente mais infeciosas e resistentes às vacinas, continuarão a ameaçar a humanidade se não forem controladas agora.

 

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«O mundo está a enfrentar o desafio de reverter esta dinâmica devastadora. Defendemos aqui a ‘Saúde para Todos’, onde a vida de cada pessoa é valorizada e o direito de cada pessoa à saúde é defendido.  As pessoas não precisam apenas de vacinas – elas precisam de acesso a profissionais de saúde qualificados e equipados para fornecer suporte médico adequado. Precisamos de construir um mundo onde cada comunidade, independentemente de onde viva ou quem seja, tenha acesso urgente à vacinação: não apenas para a COVID-19, mas também para as muitas outras doenças que continuam a prejudicar e matar. A pandemia mostrou-nos, no nosso mundo interdependente, que ninguém está seguro até que todos estejam seguros».

 

Vacinação nacionalista ou solidariedade humana?

Os signatários defendem que a humanidade está num ponto de inflexão. A COVID-19 tem sido uma crise verdadeiramente global, onde as maiores desigualdades do mundo foram expostas e exacerbadas pelo impacto da pandemia, tanto entre os países quanto dentro deles. E os efeitos serão sentidos à escala global nos próximos anos.

 

«Em 2021, a economia mundial enfrentará a pior recessão desde 1945. Para alguns países, isso aumentará drasticamente a pobreza e o sofrimento. Para outros, significa fome e morte. As consequências da pandemia ainda nos acompanharão por muito tempo. Haverá um impacto económico contínuo, com todo o sofrimento humano que isso acarreta. Uma geração de crianças, especialmente meninas, deixou a escola e não vai voltar», pode ler-se na carta.

 

Nesta altura, ainda existe uma escolha, ou a vacinação nacionalista ou solidariedade humana, dizem. Graças a uma ação internacional efetiva, várias vacinas foram produzidas. A Organização Mundial da Saúde, GAVI e CEPI lideram a iniciativa COVAX, que atualmente «é o melhor esforço que temos para garantir que as vacinas chegam às pessoas em todo o mundo». No entanto, COVAX apenas pretendia cobrir 20% da população global – a mais vulnerável até ao final de 2021 – mas ainda não está claro se essa meta será atingida.

 

Porém, esta não é apenas uma questão de dinheiro. Para alcançar uma vacinação global mais ampla, questões complexas de logística, infraestrutura e dimensionamento devem ser abordadas. O Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT) está focado em fornecer um meio de acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de produtos de diagnóstico e tratamento COVID-19. O ACT reconhece e visa responder à necessidade de compartilhar de informações – seja sobre tecnologia, propriedade intelectual ou fabrico.

 

«A pandemia mostrou-nos que ninguém está seguro até que todos estejam seguros».

 

No entanto, é preciso fazer mais. Os signatários apelam aos líderes mundiais que partilhem informações, a transferência de tecnologia e o fortalecimento dos processos de produção. Mais concretamente clamam por:

 

 

– Garantir o acesso equitativo às vacinas entre os países, fornecendo vacinas, partilhando conhecimento e experiência e financiando totalmente o Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT).

 

– Garantir o acesso equitativo às vacinas dentro dos países, garantindo que todos os setores da população sejam incluídos na distribuição nacional e nos programas de vacinação.

 

– Apoiar os países financeira, política e tecnicamente para garantir uma estratégia de saúde mais ampla, implementada junto com as comunidades para trazer melhorias a longo prazo para a saúde das pessoas e o acesso aos cuidados de saúde.

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