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Encontrar o amor numa agência: quando se paga para conhecer a alma gémea

Seja por solidão, falta de tempo para conhecer novas pessoas ou por timidez que necessita de um empurrãozinho, são vários os motivos que levam homens e mulheres a recorrerem a agências matrimoniais para conhecerem outras pessoas. No mês dos casamentos, falámos com duas mulheres que preferem este método para encontrar a sua alma gémea e com uma agência que explica como tudo funciona.

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Ana Gonçalves, 37 anos, decidiu contactar uma agência matrimonial para encontrar um parceiro. A designer, residente em Lisboa, está entre as muitas mulheres e homens que procuram ajuda profissional para tentarem encontrar um parceiro ou simplesmente uma companhia para os vários momentos da vida.

 

Ana já teve até um encontro que acabou por resultar num relacionamento: «A pessoa que conheci foi maravilhosa. Iniciámos um relacionamento, mas apenas durou alguns meses. Apesar de compatíveis e de termos o mesmo objetivo, a relação não funcionou. Não soubemos gerir o nosso tempo e ambos falhámos um com o outro», explica a designer de Lisboa.

 

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Mas, afinal, quem procura estas agências e como se encontram duas personalidades compatíveis? Falámos com a Amore Nostrum, a agência matrimonial que detém 90% do mercado de encontros em Portugal e que foi criada, em 2003, a pensar precisamente no perfil dos homens e mulheres portugueses.

 

«A maior parte dos clientes da Amore Nostrum procura uma união-de-facto, outros procuram um casamento. Uma minoria de cerca de 15% procura um namoro estável, em que cada um viva na sua casa. Algumas pessoas procuram uma segunda hipótese de sucesso na vida sentimental, depois de um casamento fracassado ou infeliz. Alguns clientes têm uma ideia bem definida sobre o seu par ideal, outros não», começa por explicar Liliana Paiva, coordenadora da Amore Nostrum.

 

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Mais de 50% dos clientes desta agência são divorciados. Mas existem vários subgrupos relativamente bem definidos, independentemente da classe social, condição financeira ou localização geográfica. São eles os solteiros que pretendem casar pela igreja e que rondam normalmente os 20-33 anos; os divorciados com filhos pequenos, na casa dos 32-42 anos, para quem é importante alguém que aceite os filhos; os divorciados nos 40-50 anos com filhos adolescentes e para quem os filhos já não são uma questão tão preocupante; os idosos com mais de 65 anos, que sentem que a família não lhes dá a atenção devida e procuram um parceiro para companhia; os idosos ativos que querem algo mais do que a atenção da família, nomeadamente, viver um amor experiente.

 

«Dirigimo-nos a pessoas que querem ter sucesso na sua vida sentimental. Pessoas completamente livres sentimentalmente, que desejam ter uma relação séria e estável, baseada numa elevada compatibilidade dos perfis físicos, psicológicos e sociais, tanto do homem como da mulher. Não aceitamos pessoas casadas ou pessoas que desejam aventuras ou flirts. Ou seja, o que fazemos é estudar o perfil de duas pessoas sentimentalmente livres e que pretendem um relacionamento sério e “destiná-las” a encontrarem-se», explica Liliana Paiva. Por aqui, o cliente mais novo que passou tinha 19 anos e o mais velho 88.

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