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Encontrada correlação entre viver perto da autoestrada e demência

Quem vive a uma distância até 100 metros de uma autoestrada pode aumentar as hipóteses de desenvolver demência em 4%. Essa probabilidade diminui à medida que a distância residencial da estrada aumenta.

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Um estudo recente do ‘Public Health Canada’ encontrou uma ligação entre o início de demência e a proximidade geográfica da área de residência com a autoestrada.

 

Não é segredo para ninguém de que a poluição do ar, em particular aquela que está associada ao tráfego automóvel, é prejudicial para a saúde. Uma equipa de investigadores quis descobrir a forma como essa poluição afeta o cérebro. Para o estudo acompanharam quase 7 milhões de adultos com idades entre os 20 e os 85 anos, residentes em Ontário, Canadá, entre 2002 e 2012.

 

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Através dos códigos postais foram capazes de determinar quem vivia perto de autoestradas. A equipa comparou esses dados com os registos médicos de cada pessoa, procurando especificamente três condições neuro degenerativas: doença de Parkinson, esclerose múltipla e demência.

 

Não foi encontrada qualquer ligação entre a proximidade residencial de uma autoestrada a e a probabilidade de uma pessoa desenvolver Parkinson ou esclerose múltipla. No entanto, encontraram uma conexão entre viver perto de uma autoestrada e a probabilidade de desenvolver demência.

 

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Segundo o estudo, quem vive a uma distância até 100 metros de uma autoestrada pode aumentar as hipóteses de desenvolver demência em 4%. Essa probabilidade diminui à medida que a distância residencial da estrada aumenta. Aqueles que viviam entre 101 e 200 metros revelaram um risco de 2%. Além dos 200 metros, o aumento do risco de demência foi insignificante.

 

A ligação entre o risco de demência e a proximidade residencial de uma estrada importante manteve-se forte, mesmo após os investigadores terem em conta fatores como educação, índice de massa corporal, tabagismo ou status socioeconómico.

 

 

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