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Emojis podem ajudar a detetar burnout em teletrabalho

Uma equipa da Universidade de Michigan recorreu à inteligência artificial para conseguir detetar a temperatura emocional dos trabalhadores em teletrabalho com base nos emojis que usam. Dia Mundial dos Emojis assinala-se a 17 de julho.

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Medir a temperatura emocional de colegas de trabalho é mais fácil quando se trabalha em conjunto num escritório. Explosões de riso, linguagem corporal desconfortável e flashes de raiva são fáceis de ver quando se está do outro lado da mesa de trabalho.

 

Mas à medida que o teletrabalho se torna cada vez mais a norma em muitas empresas, rastrear as emoções destes colaboradores pode ser um desafio. “Lemos muitos relatórios sobre stress mental durante a pandemia, mas sem interações cara a cara é difícil dizer como o colega de trabalho está realmente”, diz Qiaozhu Mei, professor de Informação na Universidade de Michigan, EUA, que desenvolveu um sistema para monitorizar a saúde emocional dos trabalhadores e também para prever comportamentos.

 

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“Podemos ver que respondem a e-mails, podemos ver que conversam nos canais, mas não sabemos como eles se sentem, não conseguimos ver sorrisos e nem sentir a ansiedade”, destaca Mei.

 

Emojis marcam as emoções

Num novo estudo publicado no PLOS ONE, a equipa rastreou o uso de emojis como um marcador de emoções e rastreou como o uso de emojis nas comunicações de trabalho pode prever quebras em trabalhadores remotos.

 

As pistas emocionais face a face podem ser limitadas com trabalho remoto ou facilmente mascaradas durante breves videochamadas. Para combater isso, a equipa recorreu a dicas não verbais na comunicação online para interpretar a saúde emocional.

 

A equipa utilizou inteligência artificial para rastrear o uso de emojis em conversas online relacionadas com o trabalho. Eles treinaram o modelo para prever uma possível quebra em trabalhadores remotos com base no uso de emojis.

 

O número de postagens com emojis, bem como o tipo de emoji, foram rastreados pelo sistema de inteligência artificial. A equipa descobriu que, em média, mais de 5% das postagens contêm emojis. Também descobriu que certos emojis eram mais usados ​​do que outros e que os msmos diferem dos emojis usados ​​normalmente na comunicação fora do trabalho.

 

Por fim, a equipa atribuiu pontuações sentimentais aos emojis. “As pessoas usam emojis por diferentes razões”, disse Mei, acrescentando que um rosto sorridente tem um peso mais positivo do que uma simples marcação de ‘check’ ao tema, esclarece o investigador.

 

Os investigadores descobriram também que os trabalhadores que usam emojis regularmente para expressar emoções – positivas ou negativas – no seu trabalho podem ter melhor saúde emocional e são naturalmente menos propensos a abandonar a plataforma um ano depois. Os pesquisadores também encontraram outra correlação interessante entre emojis e trabalho. “Aqueles que não usam emojis têm três vezes mais hipóteses de abandonar o trabalho remoto”, disse Mei. Com este sistema, a equipa conseguiu prever desistências com 75% de precisão.

 

“É possível fazer previsões bastante precisas sobre se as pessoas vão desistir apenas com base na forma como elas usam estes pictogramas”, disse Mei. “Nem é preciso olhar para a produtividade do trabalho ou para as palavras proferidas, basta ver como usam emojis”, assinala.

 

A equipa diz que o sistema pode ajudar as empresas a identificarem os primeiros sinais de esgotamento nos seus trabalhadores remotos.

 

 

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