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Estudo: emoções desempenham papel fundamental para se ser sábio

O primeiro estudo de longo prazo do mundo sobre como a sabedoria se desenvolve mostra que as emoções desempenham um papel central e, em conjunto com os eventos da vida, influenciam a dinâmica da sabedoria. E esta não tem a ver com a idade biológica.

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Um estudo de longo prazo que está a ser realizado na Áustria já permitiu concluir que são mais sábias as pessoas que acedem aos seus recursos emocionais e eventos de vida na hora da tomada de decisão.

 

Embora seja um mito que a sabedoria geralmente aumente com a idade, tornou-se claro que pessoas sábias com mais de 60 anos de idade usam ativamente os seus recursos emocionais para aprender com as suas experiências de vida. Essa descoberta mostra que os recursos emocionais têm um impacto maior no desenvolvimento da sabedoria do que a idade biológica e que esses recursos também evoluem na interação com os eventos da vida, o que, por sua vez, explica o desenvolvimento dinâmico da sabedoria, revela a pesquisa do Instituto de Psicologia da Alpen-Adria Universität Klagenfurt, Áustria.

 

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O conceito de sabedoria varia de acordo com a personalidade, a experiência e a época. A sabedoria também é encontrada nas relações interpessoais, em que os membros da família, parceiros, amigos, conhecidos e até mesmo vizinhos podem ser percebidos como “sábios”. Tal acontece sempre que eles «dão uma contribuição crítica e apontam novas perspetivas para alguém que está a tentar encontrar uma resposta para algo», explica Judith Glück, psicóloga do desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Alpen-Adria Universität Klagenfurt, Áustria.

 

Segundo a investigadora, esse mesmo aspeto foi crucial para a nomeação de muitos dos chamados ‘candidatos à sabedoria’ naquele que é primeiro estudo de longo prazo do mundo sobre o desenvolvimento da sabedoria. Para o estudo, 19 indivíduos foram recomendados por serem consideradas sábios no seu ambiente pessoal. Um total de 155 residentes no estado austríaco de Caríntia, incluindo estes ‘candidatos a sábios’, aceitaram participar neste estudo de 20 anos. «Porque uma pessoa às vezes age sabiamente e outras vezes não depende se pode convocar e aplicar os seus conhecimentos sobre o que é sábio em determinada situação», explica a pesquisadora.

 

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A atitude interior em relação à vida desempenha um papel central no acesso ao conhecimento, por meio do qual certos recursos emocionais são cruciais. De acordo com o modelo MORE, esses recursos são o domínio (ou seja, a capacidade de lidar com a incontrolabilidade), abertura, refletividade e regulação emocional, incluindo empatia (especialmente em situações de conflito).

 

Se a regulação emocional de uma pessoa é pouco desenvolvida, ela tem dificuldade em aceder ao conhecimento sábio numa situação emocionalmente exigente. O facto de essa conexão entre conhecimento (cognição) e atitude interna (emoção) existir pode ser provado empiricamente com base nas duas primeiras fases do levantamento do estudo de longo prazo. Pessoas com recursos pessoais mais avançados têm maior probabilidade de ter acesso ao seu conhecimento. Isso ilustra como a integração da cognição e da emoção é importante tanto para se comportar com sabedoria e para o desenvolvimento da sabedoria.

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