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Em 2050, resistência aos antibióticos matará mais do que o cancro

“Tome a Atitude Certa” é o mote da nova campanha contra a resistência aos antibióticos, que apela a uma mudança de atitude. Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos decorre até 24 de novembro, promovida pela Organização Mundial de Saúde.

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A este ritmo, em 2050 os problemas relacionados com a resistência aos antibióticos matarão mais do que o cancro, afetando pessoas de todas as idades e de todos os países, com efeitos laterais também para a sociedade e o ambiente. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Resistência aos Antimicrobianos (RAM) será responsável pela morte de 10 milhões de pessoas por ano em todo o mundo em 2050.

 

O problema é global e organizações como a Organização Mundial de Saúde (OMS) apelam à ação dos líderes mundiais, com a iniciativa Semana Mundial do Antibiótico, que decorre entre os dias 18 e 24 de novembro, e que engloba o Dia Europeu dos Antibióticos, assinalado no dia 18, uma iniciativa do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

 

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Neste sentido, e conscientes da necessidade de uma ação urgente e eficaz para mudar o rumo dos acontecimentos, foi desenvolvida a Campanha – “Tome a Atitude Certa”, um projeto de consciencialização promovido pela Pfizer em parceria com o GIS – Grupo de Infecção e Sepsis, com vista à prática de comportamentos diferentes e mais conscientes. Veja o vídeo abaixo.

 

Decisores políticos, administradores hospitalares, médicos e enfermeiros, farmacêuticos, comunicação social e público em geral são o alvo desta campanha, para que em conjunto se caminhe para uma correta utilização dos antibióticos. Diversas iniciativas irão decorrer durante a semana de 18 a 24 novembro – lembrando a necessidade de “Tomar a atitude certa”.

 


 

Portugal acima da média europeia na utilização de antibióticos

Atualmente esta resistência representa já um importante encargo social e económico, com 25 mil de mortes/ano na Europa e um total mundial de 700 mil de mortes/ano. Em Portugal, o consumo de antibióticos começa a revelar alguma quebra, quer nos hospitais, quer na comunidade, contudo o país continua acima da média europeia na utilização de antibióticos e apresenta uma das mais elevadas taxas de infeções hospitalares da Europa.

 

Quase diariamente, internamentos para tratar pequenos problemas, transformam-se em grandes problemas de saúde ou em mortes devido a infeções por bactérias multirresistentes hospitalares. E este tipo de bactérias pode já não estar restrito aos ambientes hospitalares.

 

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Dados recentes do Health at a Glance, da OCDE, revelam que para o período de 2016-2017, em Portugal 5,9% dos doentes em cuidados continuados registaram pelo menos uma infeção associada aos cuidados de saúde, um valor acima da média dos países da organização (3,8).

 

De acordo com o mesmo relatório, o isolamento de bactérias resistentes a antibióticos em doentes de cuidados continuados em Portugal também apresenta as percentagens mais elevadas dos países analisados, com 46,2%, quase o dobro da média da OCDE (26,3%).

 

 

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