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Efeitos da progesterona na mulher – parte I

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A progesterona é uma hormona esteroide que na mulher é produzida no ovário (pelas células do corpo lúteo / amarelo), na placenta e nas glândulas suprarrenais.

 

No ovário, ela é produzida imediatamente antes da ovulação, a fim de aumentar a possibilidade de engravidar. A subida nos níveis de progesterona antes da ovulação induz alterações nas características do muco cervical para que os espermatozoides tenham maior possibilidade de sobreviver para alcançar e fertilizar um óvulo. Além disso, ela aumenta o grau de atividade das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente irrigado por vasos sanguíneos, deixando o útero pronto para a gravidez. A progesterona também tem a função de inibir as contrações do útero. Com isso, impede a expulsão do embrião ou do feto em desenvolvimento e tem um papel importante na preparação das glândulas mamárias para a amamentação.

 

Se uma mulher engravidar, a produção da progesterona muda para a placenta em desenvolvimento em torno da oitava semana de gravidez.

 

Se uma mulher não engravidar, os níveis hormonais começam a diminuir após a ovulação, o suficiente para que o endométrio que reveste por dentro o útero se desprender, originando a menstruação. Junto com o estrogénio, a progesterona mantém o equilíbrio do ciclo menstrual das mulheres, produzindo períodos mensais ou menstruação.

 

Assim atribuem-se à progesterona numerosas funções, umas relacionadas diretamente com a preparação progestacional do endométrio e, na ocorrência de gravidez, ao transporte do ovócito e depois do embrião ao longo da trompa, à nidação (implantação do embrião), ao bloqueio da contração muscular uterina, e ao desenvolvimento das glândulas mamárias para a produção do leite.

 

Mas progesterona também atua em diversas outras funções importantes no corpo da mulher. Ela ajuda na imunidade, reduz os edemas e a inflamação, estimula e ajuda a regular o funcionamento da glândula tiroide, e mantém os níveis de coagulação do sangue em valores normais. A progesterona também pode ser considerada uma hormona “antienvelhecimento”. Ela estimula a ação das células responsáveis pela formação dos ossos, evitando a osteoporose, leva à produção de colagénio, e ajuda a manter o funcionamento dos nervos.

 

Por outro lado, a progesterona é como se fosse a mãe de várias hormonas. Ela é um importante precursor da biossíntese dos corticosteroides suprarrenais, (hormonas que atuam na proteção contra o stress) e de várias hormonas sexuais, como a testosterona e os estrogénios.

 

Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outras hormonas ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar delas. É preciso que seja enfatizado que o estrogénio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogénio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora das hormonas sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas.

 

Vale a pena referir que a progesterona foi a base para o desenvolvimento dos anticoncecionais orais e, associada com os estrogénios, promove a inibição da ovulação.

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