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Educação financeira tem impacto positivo nas decisões das crianças

Projeto “No Poupar Está o Ganho!” realizado com 2309 crianças do Porto e região norte mediu impacto social da literacia financeira na vida real das crianças e das suas famílias.

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A educação financeira tem um impacto social positivo quer no que respeita a competências próprias da literacia financeira quer na gestão quotidiana do dinheiro. A conclusão é de um estudo realizado pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, para medir o impacto social do projeto “No Poupar Está o Ganho”, levado a cabo há sete anos pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, sedeada no Porto.

 

O projeto leva a literacia financeira a centenas de crianças do primeiro, segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico e Secundário, com grande incidência na região do Porto e Norte.  Participaram na investigação 2309 crianças, tendo-se constituído dois grupos de análise: um grupo experimental do estudo e um grupo equivalente de crianças que não foram abrangidas pelo programa de educação financeira.

 

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O estudo coordenado por Rui Serôdio revela que as crianças que participaram no programa (em contraste com as do grupo de controlo) se tornaram mais capazes de tomar/identificar decisões adequadas em diferentes dilemas comuns na gestão quotidiana dos recursos financeiros. Por exemplo, abdicar da aquisição de um bem porque este é mais desejado do que é necessário ou é de duração efémera.

 

Registou-se igualmente uma mudança significativa na identificação das diferentes alternativas existentes para a resolução de um problema familiar que requer dinheiro imprevisto e, de entre elas, escolher as mais adequadas. Por exemplo, para fazer face a um acidente ou a um problema de saúde, tomar decisões entre um empréstimo, um seguro, uma poupança, etc.

 

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A investigação envolveu igualmente quase dois mil pais, sendo que também estes conseguiram perceber alterações no comportamento dos seus filhos. Após serem expostos ao programa de literacia financeira, pais e mães inquiridos afirmam que as crianças estão mais conscientes, preparadas, motivadas e curiosas relativamente à gestão quotidiana do dinheiro da família. A par disso, são agora capazes de identificar melhor uma necessidade e um desejo, o essencial e o supérfluo, e o que é e para que serve a poupança.

 

No que toca à relação entre promoção de literacia financeira e promoção de desenvolvimento psicossocial, as crianças que participaram no projeto passaram a expressar emoções mais positivas face a expetativas pessoais que não se realizam devido à necessidade de gestão dos recursos familiares, e também maior compreensão/empatia relativamente a decisões dos pais sobre os recursos financeiros familiares.

 

 

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