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Eclipses – Fases da Lua

As ocultações dos astros são frequentes e, ainda que possamos ver eclipses de Vénus, no nosso mundo mais próximo, o que na prática conhecemos como eclipses são os do Sol e da Lua.

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Isso não quer dizer que a ocultação dos outros astros, mesmo as estrelas fixas significativas mais distantes, não seja importante. Ocultações de algumas estrelas pelo planeta, em especial pela Lua, podem revelar-se marcantes no mapa de acordo com as suas qualidades e com as qualidades do astro mais próximo envolvido.

 

Conforme falamos nos nodos lunares, recomendo alargar os conhecimentos sobre este tema, sob o ponto de vista puramente astrológico.

  • Um período sinódico, o mês Lunar ou lunação, o tempo decorrido entre duas luas novas ou duas conjunções consecutivas da Lua com o Sol.
  • Um eclipse da Lua ocorre em Lua Cheia (oposição de Lua ao Sol) e um eclipse do Sol ocorre em Lua Nova (conjunção da Lua com o Sol).

 

Mas estas condições não são suficientes para que se verifique um eclipse, pois é necessário que um dos nodos, pelo menos, esteja na vizinhança da Lua. Para o caso do eclipse solar terá de estar a menos de 11º e do lunar a menos de 15º, o que significa que a Lua tem que estar muito próxima da eclíptica.

 

Por estas condições e por outras nem sempre os eclipses são totais, o que significa que o astro eclipsado não é ocultado totalmente, mas apenas parcialmente. Não vamos falar dos parciais, mas sim dos totais.

 

Como podemos analisar na astrologia os eclipses?

Os eclipses têm um significado forte na Astrologia, geralmente representa um momento que simboliza algum processo de transformação para os nativos do signo em que ele acontece.

 

Este é o ponto primordial de observação no Mapa Astrológico ao analisarmos a atuação de um eclipse. A casa do mapa onde “cai” o astro ocultado, obscurecido, ficará debilitada e sem luz, até que o próximo eclipse chame outra casa à reclusão. Mas será exatamente a penumbra ou a escuridão que permitirá uma nova visão sobre aquele tema e favorecerá um aprofundamento verdadeiro e consistente sobre o assunto. A ausência de luz exige uma observação menos objetiva e invoca as forças inconscientes a se libertarem com mais eficácia e intensidade.

 

No caso de eclipse solar, a pessoa terá que fazer contato interno com sua própria identidade e vontade, reconhecendo os motivos ocultos que a impedem de fazê-lo externamente. Ela será movida por seu lado emocional poderoso, e na maioria das vezes incontrolável, que se inunda da força lunar exibida e evidenciada.

 

No caso do eclipse lunar, a força submersa no mundo disforme da água fica ainda mais represada pela ostentação solar de poder e vontade. O astro que já está orbitando em torno, dependendo, fica subjugado e apagado, como se não existisse. A pressão interna causada pela dificuldade de clareza e objetividade corta o domínio das ações e da razão.

 

Nos dois casos, eclipse solar ou lunar, a força feminina se sobressai pelo aspeto sombrio. Trata se da necessidade de fazer contato com a dor para conhecer a real dimensão dela. Saber que ela existe ajuda a administrá-la e a dosar cuidadosamente o remédio que a cura.

 

Um eclipse influência as áreas governadas pelas casas ou planetas, do seu mapa natal, exigindo maior atenção, pensamento, energia e tempo de si, pelo menos até o próximo eclipse. Eclipses são portas que se abrem e nos convidam a entrar, iluminando e estimulando as áreas de nossas vidas que precisam da nossa atenção.

 

Que a energia destes Eclipses de agosto, lunar dia 7 de agosto e solar dia 21 de agosto no eixo Leão/Aquário ilumine o seu potencial puro, criando a consistência da sua beleza interior, rumo ao foco da sua jornada! Podemos acompanhar as datas dos eclipses na pagina de: https://eclipse.gsfc.nasa.gov/solar.html 

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