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Eclipses: fases da lua no mapa astrológico

Por definição, eclipse é a ocultação momentânea de um astro, ou parte dele, por interposição de outro. Os eclipses têm um significado forte na astrologia, pois geralmente representa um momento que simboliza algum processo de transformação para os nativos do signo em que ele acontece.

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As ocultações dos astros são frequentes e, ainda que possamos ver eclipses de Vénus, no nosso mundo mais próximo, o que na prática conhecemos como eclipses são os do Sol e da Lua. Isso não quer dizer que a ocultação dos outros astros, mesmo as estrelas fixas significativas mais distantes, não seja importante. Ocultações de algumas estrelas pelos planetas, em especial pela Lua, podem revelar-se marcantes no mapa de acordo com as suas qualidades e com as qualidades do astro mais próximo envolvido.

 

Enquanto o Sol representa a energia criativa infinita, disponível para um indivíduo, a função da Lua é dar uma forma a essa energia e tornar o potencial uma realidade. O símbolo da Lua é o Q crescente – a união das duas metades do círculo, que agora está quebrado. Um semicírculo representa a Consciência Divina, o outro a Consciência Humana. A junção destas duas forças dá origem à personalidade.

 

O Sol é também o regente do signo de Leão e de todas as questões da Casa 5. Ele relaciona-se com inúmeras posições de autoridade, tais como magistrados, príncipes, líderes religiosos e espirituais. No mapa feminino, o Sol representa os homens na vida de uma mulher, o marido em particular. No mapa de ambos os sexos, o Sol é frequentemente relacionado com o pai ou com a imagem do pai ou do chefe. O Sol é o fator masculino, ativo e criativo, no mapa natal de qualquer pessoa; é a “centelha da vida”.

 

A Lua rege o signo de Caranguejo e todas as questões pertinentes à Casa 4. Relaciona-se com todas as atividades ligadas à terra, aos alimentos e aos filhos, tendo uma íntima conexão com o oceano, a sua flora e a sua fauna. Está ligada ao arquétipo da Mãe.

 

Os nodos são os pontos, os nós, de interceção da órbita de um astro com a eclíptica. No caso presente o que nos interessa é a Lua. Quando a Lua cruza a eclíptica de Sul para Norte chama-se a esse ponto Nodo Norte. Quando a eclíptica é cruzada de Norte para Sul o ponto recebe o nome de Nodo Sul. O nodo norte costuma ainda ser chamado de Cabeça de Dragão e o Nodo Sul de Cauda do Dragão.

 

Estão sempre em oposição, isto é, separados por 180º.

  • Um período sinódico, o mês Lunar ou lunação, o tempo decorrido entre duas luas novas ou duas conjunções consecutivas da Lua com o Sol.
  • Um eclipse da Lua ocorre em Lua Cheia (oposição de Lua ao Sol) e um eclipse do Sol ocorre em Lua Nova (conjunção da Lua com o Sol).

 

Mas estas condições não são suficientes para que se verifique um eclipse, pois é necessário que um dos nodos lunares, pelo menos, esteja na vizinhança da Lua. Para o caso do eclipse solar terá de estar a menos de 11º e do lunar a menos de 15º, o que significa que a Lua tem de estar muito próxima da eclíptica.

 

Por esta condições e por outras nem sempre os eclipses são totais, o que significa que o astro eclipsado não é ocultado totalmente, mas apenas parcialmente. Não vamos falar dos parciais, mas sim dos totais.

 

Como podemos analisar os eclipses na astrologia?

Os eclipses têm um significado forte na Astrologia, geralmente representa um momento que simboliza algum processo de transformação para os nativos do signo em que ele acontece. Este é o ponto primordial de observação no Mapa Astrológico ao analisarmos a atuação de um eclipse. A casa do mapa onde “cai” o astro ocultado, obscurecido, ficará debilitada e sem luz, até que o próximo eclipse chame outra casa à reclusão. Mas será exatamente a penumbra ou a escuridão que permitirá uma nova visão sobre aquele tema e favorecerá um aprofundamento verdadeiro e consistente sobre o assunto. A ausência de luz exige uma observação menos objetiva e invoca as forças inconscientes a se libertarem com mais eficácia e intensidade.

 

No caso de eclipse solar, a pessoa terá de fazer contato interno com sua própria identidade e vontade, reconhecendo os motivos ocultos que a impedem de fazê-lo externamente. Ela será movida por seu lado emocional poderoso, e na maioria das vezes incontrolável, que se encharca da força lunar exibida e evidenciada.

 

No caso do eclipse lunar, a força submersa no mundo disforme da água fica ainda mais represada pela ostentação solar de poder e vontade. O astro que já está orbitando em torno, dependendo, fica subjugado e apagado, como se não existisse. A pressão interna causada pela dificuldade de clareza e objetividade corta o domínio das ações e da razão.

 

Nos dois casos, eclipse solar ou lunar, a força feminina se sobressai pelo aspeto sombrio. Trata se da necessidade de fazer contato com a dor para conhecer a real dimensão dela. Saber que ela existe ajuda a administrá-la e a dosar cuidadosamente o remédio que a cura.

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