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E se não tivesse vergonha de verbalizar o prazer que sente?

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Mas no que diz respeito às manifestações vocais, quando os filhos estão em casa, também há que ter em atenção a capacidade de a criança entender que o que ouve não é sinônimo de violência. E isso sim é uma preocupação legítima. Nem sempre as crianças entendem o que se passa e podem ficar aflitas. Por estas e outras razões, os momentos de intimidade do casal devem ser potenciados e preparados anulando o possível efeito de se saber que há gente em casa. Atenção porque, por vezes, a adrenalina também pode subir por se saber que mesmo em casa se está numa situação de ter de fazer sexo “às escondidas”. Mas tudo tem um limite…o que pode criar adrenalina por vezes pode matar o desejo, se for sempre!

 

Voltando à importância da verbalização do prazer, é oportuno lembrar o papel erótico e de ativação do desejo que podem ter os gemidos ou gritos de prazer. Os filmes pornográficos e até os eróticos fazem uso desse recurso. No nosso inconsciente coletivo, essa associação é sempre feita. Ouvir este tipo de sons ativa as fantasias e aumenta o desejo. Quando são emitidos sons potencializa-se o prazer do parceiro, o prazer próprio não passa impune.

 

Falta ainda analisar o papel da verbalização nas representações do prazer fictício. Por vezes, o facto de se verbalizar muito é interpretado como um fingimento. Este facto foi ao longo dos tempos denegrindo a importância real que a verbalização do desejo pode ter na entrega e intensidade de envolvimento sexual.

 

Em suma, gritando ou não gritando, gemendo ou em “estado mudo”, o importante é ter e dar prazer. Cada um saberá do que mais gosta, mas não deixe de experimentar uma coisa só porque tem vergonha. Respeite a sua intimidade e a dos outros e viva a sua sexualidade.

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