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E quando mentir é uma doença?

Os mentirosos compulsivos podem sofrer de uma doença mental. A patologia chama-se mitomania e reflete uma forma de estar na vida que se pode tornar num vício. Neste Dia das Mentiras, assinalado a 1 de abril, saiba mais sobre esta condição.

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Mentir compulsivamente está longe de ser engraçado e pode mesmo representar uma patologia denominada mitomania. Neste quadro clínico, inserem-se as pessoas que mentem com muita frequência, tornando esta atitude num vício que reflete uma forma de estar na vida.

 

Segundo a psicóloga Júlia Machado, do Hospital Lusíadas Porto, o mais importante é «identificar e reconhecer a mentira como um hábito patológico e analisar a sua frequência, uma vez que a mentira excessiva é um sintoma comum de diversas doenças mentais. Este tipo de comportamento é causado por um transtorno psicológico, no qual existe uma eventual simulação, omissão ou distorção da verdade que normalmente é praticada por indivíduos saudáveis».

 

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A mitomania é um distúrbio psicológico na qual o doente possui uma obsessão compulsiva pela mentira. A patologia foi identificada, pela primeira vez, em 1905 pelo psiquiatra francês Ernest Dupré. «Sabe-se que as principais causas da mentira patológica são decorrentes de traços da personalidade, problemas nas relações familiares e experiências stressantes ou traumáticas. Por exemplo, pessoas que sofrem de transtorno da personalidade antissocial normalmente mentem para se beneficiar junto dos outros. Alguns indivíduos com esta perturbação podem mentir para chamar a atenção, alegando que eles foram maltratados ou pressionados», explica Júlia Machado.

 

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O tratamento da mitomania envolve o acompanhamento psicológico e a toma de psicofármacos, nos casos em que o doente apresenta também outros quadros psíquicos como ansiedade ou depressão. O diagnóstico da patologia é feito por um médico psiquiatra e um psicoterapeuta.

 

A condição leva muitas vezes à exclusão de quem ela sofre. Contudo, explica a psicóloga, «são precisamente as pessoas que rodeiam o mitómano que o podem ajudar. Devem valorizar as atitudes verdadeiras e desvalorizar sempre a mentira». Apesar de se tornar complicado conviver com uma pessoa que sofre deste distúrbio, «devemos sempre incentivá-la a pedir ajuda para que reconheça que está a ter consequências negativas na sua vida», conclui.

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