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E quando a descoberta do seu corpo se transforma num laboratório do prazer…

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Hoje vamos explorar o caminho da autodescoberta e deste modo aprofundar a DICA 2 – “Conheça o seu corpo e o modo como reage às estimulações e sensações”

 

Quando se trata de saber quem somos e como somos, o que queremos ou gostamos, nada melhor do que sermos nós a fazer essa descoberta.

 

As crianças de forma genuína e despreocupada descobrem-se e constroem-se. Com o passar dos anos e todos os tabus e pressões a que estamos sujeitos, esta tendência natural para nos descobrirmos passa a ser um exercício quase condenável.

 

Explorar o próprio corpo foi durante muitos anos um pecado e chegaram mesmo a constar em compêndios médicos as inúmeras consequências negativas que a masturbação tinha para a saúde. Felizmente, hoje, já estamos distantes dessa época, mas mesmo assim a descoberta do corpo em geral, e a masturbação em particular, ainda não são encaradas com a naturalidade necessária. Ainda há muitas pessoas que entendem estas práticas como sendo características de seres solitários que não tendo parceiro só lhes resta o auto prazer. Por outro lado, ainda há quem considere que estas práticas são prejudiciais pois demonstram que o(a) parceiro(a) já não tem desejo por si ou em situações extremas estes atos podem ser considerados formas de traição!

 

Pois bem estas são algumas das crenças limitadoras de uma sexualidade saudável. Não só devem ser afastadas estas ideias negativas face ao autoconhecimento, como devem ser potenciadas as suas práticas. Conhecer o seu corpo em termos anatómicos é indispensável. Não basta saber que se tem e ver desenhos e fotos na internet. É importante perceber através do toque as características próprias, as texturas, identificar as cores, cheiros e sabores característicos. E sim, também estou a referir-me aos órgãos genitais. Não só a estes mas também estes devem estar incluídos na exploração utilizando todos os sentidos.

 

Sei que para muitas pessoas só a perspetiva de experimentar o sabor da sua lubrificação ou esperma é uma verdadeira prova de insanidade. Até consigo entender o porquê e a origem dessa repulsa, mas torna-se inconcebível quando quem se opõe a tal experiência, regra geral, gosta que lhe façam sexo oral. Ora aqui está uma grande incoerência! Se não serve para mim porque tem o(a) parceiro(a) de querer fazer e ainda por cima ter de gostar.

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