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É possível treinar o cérebro para se ser mais autoconfiante

Os cientistas identificaram padrões de atividade cerebral que podem prever o estado de confiança de uma pessoa. Além disso, descobriram ainda que a atividade cerebral pode ser manipulada para aumentar a autoconfiança.

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O exercício físico e uma vida social ativa podem ajudar a aumentar a autoestima, no entanto, o cérebro também pode ser treinado para esse fim, de acordo com um estudo japonês liderado por Aurelio Cortese e publicado na revista ‘Nature Communications’.

 

A autoconfiança é geralmente definida como a crença nas próprias habilidades. A baixa autoconfiança pode levar à timidez, ansiedade social, falta de assertividade e problemas de comunicação. Estas características podem ter implicações negativas em vários aspetos da vida, inclusive nas relações pessoais e na vida profissional.

 

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Não há uma abordagem única para aumentar a autoconfiança. Algumas pessoas acreditam que proceder a mudanças pessoais, como adotar uma dieta saudável ou aderir a um clube social, pode melhorar a autoconfiança, enquanto outras podem beneficiar do aconselhamento de um especialista.

 

As conclusões do estudo surgem através do uso de uma nova técnica de imagem – ‘neurofeedback descodificado’, uma técnica que envolve exames cerebrais para monitorizar padrões complexos de atividade cerebral. Este método foi testado em 17 pessoas, participantes do estudo, que realizaram um exercício simples de perceção. Como resultado, os investigadores identificaram atividade cerebral específica que foi associada a uma baixa ou alta confiança.

 

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«Usámos abordagens extraídas da inteligência artificial para encontrar padrões específicos no cérebro que nos pudessem dizer quando um participante estava num estado de alta ou baixa confiança», explica o coautor do estudo, Mitsuo Kawato, diretor dos Laboratórios de Neurociência Computacional da ‘Advanced Telecommunications Research Institute International’, em comunicado.

 

De seguida, os investigadores utilizaram essa informação para induzir estados de alta confiança entre os participantes do estudo. Todos os participantes participaram em sessões de treino, nas quais receberam uma pequena recompensa monetária sempre que foram detetados estados altos de confiança através do ‘neurofeedback descodificado’.

 

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Através dessas sessões descobriram que era possível aumentar inconscientemente a autoconfiança dos participantes, isto é, os sujeitos não sabiam que seus cérebros estavam a ser manipulados para se tornarem mais confiantes.

 

«O principal desafio foi […] usar essas informações em tempo real para tornar a ocorrência de um estado confiante mais provável de acontecer no futuro. Surpreendentemente, ao associar continuamente a ocorrência do estado de alta confiança a uma recompensa – uma pequena quantia de dinheiro – em tempo real, conseguimos fazer exatamente isso: quando os participantes tiveram de avaliar a sua confiança na tarefa de perceção no final do treino treinamento foram consistentemente mais confiantes», explica Aurelio Cortese no mesmo comunicado.

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