Home»FOTOS»Doutrina das Assinaturas: quando os alimentos se parecem com órgãos e os beneficiam

Doutrina das Assinaturas: quando os alimentos se parecem com órgãos e os beneficiam

Já reparou que uma fatia de cenoura faz lembrar a íris dos olhos e um tomate tem quatro câmaras como o coração? Descubra como estes dados se relacionam segundo a antiga Doutrina das Assinaturas, que defende que os alimentos ajudam a tratar os órgãos do corpo com que se assemelham.

Pinterest Google+

A Doutrina das Assinaturas é pouco conhecida entre nós. É utilizada desde tempos remotos na antiga China, numa altura em que não existiam dados científicos e o homem se baseava na observação da natureza.

 

As pessoas acreditavam que as plantas escondiam símbolos místicos e mensagens divinas que tinham o poder de curar diversas doenças. Assim, quando alguém adoecia, os curandeiros escolhiam a planta a usar no tratamento de acordo com um padrão, uma ‘assinatura’. Quanto mais idêntica a forma da planta fosse ao órgão a tratar, maiores as hipóteses de cura. Ou seja, esta doutrina defendia que todos os frutos e vegetais têm parecenças com determinado órgão do corpo e esta assinatura é a chave para os benefícios que podemos tirar de cada alimento.

 

VEJA TAMBÉM: VITAMINAS E SUPLEMENTOS QUE AUMENTAM A ENERGIA

 

Os alimentos estavam divididos em quatro categorias: alimentos amarelos e doces beneficiavam o baço, alimentos vermelhos e amargos para o coração, as plantas verdes e amargas tratavam o fígado e, por último, os alimentos escuros e salgados deveriam ser usados para maleitas ligadas aos pulmões. Além disto, os problemas na parte superior do corpo eram tratados com as partes superiores da planta enquanto as doenças na parte inferior eram tratadas com as raízes. Ainda, a cultura chinesa acreditava que o Yang, ligado ao lado masculino, estava associado a plantas robustas. Já o feminino Yin estava associado a plantas de ação moderada.

 

Na cultura ocidental, as plantas começaram a ser usadas para fins medicinais na Idade Média, quando os homens acreditavam que o destino estava programado nas estrelas e tudo o que estava na Terra era para beneficiar o Homem. Assim, também as plantas tinham o poder de tratar ou destruir um homem.

 

VEJA TAMBÉM: ELAS CHEGARAM! TUDO O QUE PRECISA DE SABER SOBRE CEREJAS

 

O defensor mais acérrimo da Doutrina das Assinaturas foi o suíço Philippus von Hohenheim, que ficou conhecido por Paracelso. Nascido em 1493, é considerado por muitos como um reformador do medicamento. Paracelso viajou pela Europa, Ásia e Egito à procura de novas plantas e a curar doentes. Foi professor de medicina na Universidade de Basel, onde difundiu a sua crença na unificação da natureza.

 

Segundo Paracelso, a planta carregava a assinatura da sua função curativa. Por exemplo, acreditava-se que plantas com um longo período de vida poderiam ser usadas para estender o tempo de vida dos homens, enquanto que plantas com folhas duras eram indicadas para tratar problemas de pele. Raízes com aspeto articulado tratavam picadas de escorpião e flores com forma de borboleta eram indicadas para combater os malefícios das picadas de insetos. Veja na galeria acima o poder curativo dos aliementos segundo esta doutrina.

Artigo anterior

Tenha a sua casa sempre perfumada

Próximo artigo

Cumprimentos à volta do mundo: do encosto no nariz aos vários beijos