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Dor crónica: a resposta da acupunctura

Em Portugal, a dor crónica é a segunda doença com mais expressão, sendo a primeira a hipertensão arterial. A dor pode ter várias origens, sendo as mais frequentes as lombalgias, artrites, reumatismos, enxaquecas e dores osteomusculares.

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A dor é algo que todos nós, em algum momento da nossa vida, já sentimos. Desta forma, sabemos que a dor vai muito além do físico, ou seja, a dor também tem um forte impacto emocional que, infelizmente, muitas vezes é desvalorizado. A Organização Mundial de Saúde reconhece e recomenda a acupunctura como tendo inúmeras vantagens no tratamento de qualquer tipo de dor.

 

Em Portugal, a dor crónica é a segunda doença com mais expressão, sendo a primeira a hipertensão arterial. A dor pode ter várias origens: lombalgias, artrites, reumatismos, enxaquecas e dores osteomusculares são das mais frequentes.

 

Dor crónica em Portugal

Segundo um estudo de 2018, “A Epidemiologia da dor crónica em Portugal” (*), 37% dos portugueses sofre de dor crónica. Entenda-se por dor crónica aquela que perdura no tempo, ou seja, persiste e acaba por ser considerada ela mesma uma doença.

 

Uma doença especialmente desafiante uma vez que envolve a componente física e a componente psicológica. Quem sofre de dor crónica vê-se diminuído, impedido de ter uma vida social e profissional normal e, regra geral, quem dela padece tem tendência para a ansiedade e depressão.

 

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A dor aguda faz parte do sistema de proteção do organismo. É um sinal de alerta do nosso corpo. Neste grupo cabe, por exemplo, a dor intensa que temos quando batemos numa porta, as dores de dentes, as dores que se sentem depois de muito esforço físico. As dores, agudas ou crónicas, têm um forte impacto na vida das pessoas. Mas não tem de ser assim e a medicina tradicional chinesa tem uma resposta extramente eficaz.

 

Em Portugal, a dor osteoarticular e as lombalgias – as vulgares dores de costas – estão no topo da tabela das dores que mais afetam os portugueses. Neste caso, Portugal, pelo facto de estar ao pé do mar tem, inevitavelmente, um forte impacto nas dores das pessoas devido à entrada de vento, frio e humidade.

 

Qualquer destes tipos de dor são abordados pela medicina tradicional chinesa através do diagnóstico energético, tratando-se a origem da dor ao mesmo tempo que esta é aliviada.

 

Uma das premissas da medicina tradicional chinesa passa por ir à origem do problema, ou seja, tratar a causa e não os sintomas.

 

Apostar na prevenção tem inúmeras vantagens para além das óbvias. A diminuição dos custos com a saúde e a consequente ausência no trabalho são fatores que acabam por condicionar muito a vida da maioria das pessoas.

 

Para a medicina tradicional chinesa, as doenças, no geral, são desequilíbrios energéticos que podem ter origem em fatores como o frio, o calor, a alimentação, a hereditariedade, as emoções ou os sentimentos. Estabilizar e promover esse equilíbrio é a base da medicina tradicional chinesa, que atua fundamentalmente na prevenção e cuja abrangência terapêutica é vasta.

 

* Azevedo LF et al. J. Epidemiology of Chronic Pain: A Population-Based Nationwide Study on Its Prevalence, Characteristics and Associated Disability in Portugal. The Journal of Pain. Vol 13 (2012) 773-783.

 

Pedro Choy

Especialista em medicina chinesa

 

 

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