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Doença Inflamatória do Intestino: o que é e como se trata

Estima-se que, em Portugal, 20 mil pessoas vivam com doença inflamatória do intestino. Trata-se de uma patologia que pode afetar pessoas de todas as idades, mas, por norma, os primeiros sintomas surgem antes dos 30 anos, com pico de incidência dos 14 aos 24 anos. A 19 de maio, assinala-se o Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino.

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No dia de hoje não sabemos nem a causa nem a cura da doença inflamatória do intestino (DII). O que faz com que haja uma inflamação crónica restrita ao intestino grosso no caso da colite ulcerosa ou em qualquer ponto do tubo digestivo no caso da doença de Crohn?

 

Sabemos hoje que estas são doenças mediadas pelo sistema imunitário e que fatores genéticos, ambientais e até a população de bactérias que habita o nosso intestino assumem um papel importante, mas isso é o tipo de coisa que os cientistas dizem quando não sabem ao certo o mecanismo de uma doença.

 

Uma coisa sabemos: o tratamento da DII com as armas atuais promete tornar possível aos doentes viver uma vida com qualidade equiparada à dos seus pares e garantir que aqueles que adoecem na infância ou puberdade podem cumprir o seu desenvolvimento físico, sexual e emocional com o mínimo de compromisso.

 

A clássica cortisona com o seu perfil de efeitos adversos é apenas admissível por curtos períodos para fazer face a crises graves sendo imperativo controlar a doença com um regime livre de cortisona que previna o dano estrutural, internamentos hospitalares e cirurgias.

 

Os regimes de tratamento atuais são eficazes, mas por vezes apenas por um período limitado, já que pode haver perda de resposta ou necessidade de suspender a medicação devido a efeitos adversos. Mesmo na era dos chamados medicamentos biológicos (anticorpos sintéticos ou humanizados que frenam ou modulam a reação imunitária desajustada) sabemos que a necessidade de internamentos e cirurgias parece não ter mudado tanto como se gostaria, a julgar pelos dados da vida real.[1]

 

A realidade mostra-nos que estamos muito longe de ter cuidados coordenados, centrados no doente, capazes de fazer uma gestão proactiva da doença minimizando o fardo dos cuidados de saúde na sua qualidade de vida. Falamos de doentes jovens, já que a idade de diagnóstico ronda o início da idade adulta em que tarefas como completar os estudos, começar a trabalhar ou o projeto de uma família assumem um lugar central.

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