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Doença do beijo: o que deve saber

A patologia conhecida como “doença do beijo” é na realidade de uma doença infeciosa, chamada “mononucleose infeciosa”, que é causada por um vírus (vírus Epstein Barr). A doença afeta sobretudo crianças e jovens.

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Quais são os sintomas?

Os sintomas provocados pela Mononucleose são geralmente febre, dor de garganta (faringite ou amigdalite), aparecimento de gânglios aumentados no pescoço e cansaço/fadiga intensos. Por vezes, o fígado e o baço aumentam de tamanho.  A Mononucleose pode durar entre 1 e 4 semanas. Geralmente o cansaço é o sintoma que permanece mais tempo, podendo prolongar-se por várias semanas. Podem acontecer complicações mais graves da doença, mas são raras.

 

As crianças apresentam habitualmente infeção mais ligeira com menos sintomas e os adultos têm sintomas mais intensos. Muitas vezes, a infeção é assintomática, o que leva à transmissão da mesma sem que a pessoa se aperceba.

 

Como se transmite?

O vírus Epstein-Barr encontra-se na saliva e nas secreções nasais das pessoas infetadas. Transmite-se de pessoa para pessoa através do beijo e de objetos contaminados com saliva, e é por isso que a doença também é conhecida como «Doença do Beijo».  A tosse ou o espirro também podem levar a transmissão da doença. Trata-se, no entanto, de um vírus pouco contagioso (por exemplo, menos contagioso que o vírus da gripe).

 

As pessoas infetadas podem ser portadoras do vírus para o resto da vida e disseminá-lo, de forma intermitente e assintomática, a partir da saliva.

 

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Como se diagnostica?

A história dos sintomas da doença e sua evolução e o exame físico do doente levantam a suspeita de se estar perante um quadro de mononucleose infeciosa. A confirmação do diagnostico pode obter-se através de análises sanguíneas.

 

Muitas vezes, o diagnóstico de mononucleose infeciosa é tardio em relação ao início da doença porque os sintomas mais comuns são inespecíficos, e característicos também de outras doenças mais frequentes e, por isso, fazem adiar a procura por cuidados médicos. O cansaço intenso é por vezes a principal razão que leva à suspeita da doença.

 

Como se pode prevenir?

Não existe vacina contra a Mononucleose. A principal medida de prevenção passa por evitar beijar a pessoa infetada. Não é necessário o isolamento das pessoas doentes para evitar o contágio.

O que deve fazer se tiver a infeção?

A Mononucleose é uma infeção vírica que não tem um tratamento dirigido, ou seja, acaba por melhorar espontaneamente, até à cura, que acontece ao fim de 2 a 3 semanas. Não há nenhum fármaco específico que leve à “cura”, no entanto, podem administrar-se medicamentos para controlar os sintomas.

 

Note que os antibióticos não são úteis, já que esta é uma infeção produzida por vírus! O repouso, fazer uma alimentação equilibrada e manter uma boa hidratação ajudam à recuperação. Em alguns casos poderá ser recomendado evitar desportos e trabalhos pesados na fase inicial da doença.

 

Se teve uma faringite/amigdalite que não melhora com o tratamento que lhe foi prescrito, se, entretanto, apareceram gânglios linfáticos aumentados (“nódulos” palpáveis, sobretudo no pescoço) ou no caso de notar indisposição/mal-estar abdominal (que pode significar inflamação do fígado e do baço), deve procurar ajuda médica.

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