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Documentário pretende ajudar a salvar lobo marinho da Madeira

"Um caminho de volta" quer sensibilizar para a urgência de salvar a foca-monge que vive entre o Mediterrâneo ocidental e o Atlântico ocidental, cujo número de indivíduos continua a diminuir. Na altura das filmagens, a equipa deparou-se com a morte de mais um dos 21 elementos contabilizados na região da Madeira.

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Uma equipa espanhola liderada pela empresa Más Que Pájaros, com a colaboração da ONG Innoceana e da atriz espanhola Adriana Ugarte, está a realizar um documentário para consciencializar sobre o problema do lobo marinho mediterrâneo em todo o mundo.

 

O lobo marinho é um dos mamíferos marinhos mais ameaçados atualmente, com menos de 650 indivíduos em todo o mundo. Encontra-se distribuído entre o Mediterrâneo ocidental e o Atlântico ocidental, incluindo o arquipélago da Madeira, onde apenas 21 exemplares com mais de 1 ano foram contabilizados no último censo (2019). Isto representa números muito baixos para a sobrevivência da população.

 

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Este documentário, apresentado pela atriz espanhola Adriana Ugarte (conhecida pelas suas atuações em ‘O tempo entre costuras’ e ‘Hache’), dirigido e produzido por Más Que Pájaros, com a colaboração da ONG de conservação marinha Innoceana, tem como objetivo sensibilizar sobre o problema do lobo marinho e tomar como exemplo os esforços desenvolvidos na ilha da Madeira para falar da recuperação desta espécie, que há três décadas ainda podia ser observada ao largo da costa espanhola.

 

Durante o mês de maio, a equipa viajou até ao arquipélago para filmar entrevistas com especialistas e filmar o ecossistema subaquático. O Instituto das Florestas e da Conservação da Natureza permitiu a entrada da equipa nas Ilhas Desertas, liderada por Rosa Pires, coordenadora do projeto Life Lobo Marhino), onde encontrou a população de lobo marinho da Madeira.

 

A equipa conseguiu filmar três indivíduos num encontro único e fundamental para o documentário, contribuindo também para o estudo das espécies com a possibilidade de fotoidentificação dos animais.

Lobo marinho da Madeira

Infelizmente, a equipa deparou-se também com a morte de uma fêmea de 23 anos chamada Loma, que frequentava a área e era conhecida dos pescadores e locais.

 

Dois membros da Innoceana estiveram presentes na remoção do corpo pelos guardas-florestais do Parque Nacional da Madeira. O animal terá morrido de causas naturais, mas este evento representa mais um passo no caminho para a extinção, alerta a organização do documentário. O documentário estará pronto em outubro.

 

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